dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

México 6

Com um carro nas mãos, a viagem ao México ganhou outra piada. Finalmente havia qualquer coisa para fazer fora do resort. Finalmente os dias não se resumiam a barriga para o ar, a beber margaritas, alternando entre a praia de areia fina e águas quentes e as sete ou oito piscinas... (dá para perceber que não partilhámos os dois a mesma emoção???).

No dia seguinte saímos do hotel às 7 da manhã, já com o café da manhã tomado e um (grande) farnel que surripiamos do buffet. Tinha sacado ainda em Portugal uma app gps com mapas off-line (Sygic, passe a publicidade, lol), o que significava que tínhamos um gps funcional sem necessidade de uma ligação de dados. Ainda assim, atrevo-me a dizer que o gps não era essencial, não há assim tantas estradas, as indicações são razoáveis, e na dúvida é só encostar e perguntar.

Duas horas e meia, 180km depois de sairmos do hotel, chegámos ao complexo das Pirâmides de Chichen-Itza, uma das novas sete maravilhas. O percurso foi calmo, não passei do limite de 80km/h apesar das rectas de 20km numa estrada completamente deserta, não fosse algum radar apanhar-nos e dar problemas.

Optei por deixar o carro no parque do próprio complexo (0.61€, por um dia), em vez de o estacionar na estrada de acesso ao complexo. O parque, enorme, estava praticamente vazio, apenas com meia-dúzia de carros.

A entrada no complexo é, passe o pleonasmo, também ela complexa. Primeiro há que atravessar uma rua cheia de vendedores de souvenirs. Depois, numa primeira bilheteira do Ministério da Cultura do México, compra-se o primeiro bilhete por 3.60€. Uns metros mais à frente, numa bilheteira da Secretaria da Cultura do Estado do Yucatão compra-se um segundo bilhete por 7.80€. Não se compra um único bilhete porque, por causa da corrupção, as duas entidades não se entendem entre si. Neste percurso entre as bilheteiras e os torniquetes de entrada há dezenas de pessoas a oferecerem-se como guias das ruínas. A maioria fala apenas espanhol e inglês, e pedem à volta de 500 pesos (30€) para uma visita guiada de 2 horas.

Estar num sítio como as ruínas maias de Chichen-Itza, onde cada pedra conta uma história e têm um simbolismo de uma civilização extinta e envolta em mistério, e não ter alguém que explique o que se está a ver é verdadeiramente como um burro a olhar para um palácio. Por isso, logo depois dos torniquetes, onde mais algumas dezenas de guias ofereciam os seus serviços a preços mais baixos (é o chamado skimming do mercado) regateei com um deles e consegui que por 150 pesos (8.75€) nos desse uma visita guiada ao complexo. O acordo foi que a visita duraria apenas 1h30, de forma a que às 11h30 o guia estivesse à entrada na altura em que chegam as dezenas de autocarros turísticos.

Não vos vou maçar com a descrição exaustiva de Chichen-Itza, mas se lá forem, não deixem de contratar um guia, ou perderão completamente o âmago de visitar um sítio fantástico como este. Durante 90 minutos o nosso guia, um professor de história reformado e que falava português com sotaque adocicado do Brasil explicou-nos a história e mistérios daquela que foi a mais poderosa cidade maia. Foi um banho de cultura fantástico!





Depois do guia nos deixar ficámos mais uma meia hora a tirar fotos à volta do El Castillo e do Templo dos Jaguares. Por volta do meio dia saímos, já o sítio estava a ficar cheio de turistas. No parque de estacionamento confirmei as minhas suspeitas, havia mais de 100 autocarros de turismo estacionados.

De volta ao nosso mexican bunnycar, conduzi cerca de 20 minutos até um dos sítios mais fantásticos onde já estive, o cenote Ik Kil. Um cenote é basicamente um orifício enorme na rocha, como se fosse um poço gigante. De acordo com a tradição maia, resultam da queda de meteoros, e a água que contém vem do espaço. É uma explicação mais inspiradora do que acreditar que resultam do colapso da rocha sobre lençóis freáticos.

Tal como em Chichen-Itza, chegámos numa altura que não havia quase ninguém. Aí fiz um brilharete... tinha comprado na Decathlon não uma balança, mas dois kits de snorkeling por cerca de 15€, para além de uma máquina fotográfica aquática. Foi fixe porque o aluguer do equipamento de snorkeling custava uns 5€ a cada um, e assim tínhamos o nosso equipamento que utilizámos várias vezes. Pagámos apenas a entrada, 70 pesos (cerca de 4€ cada).



Todas as fotos daqui.

Ficámos por ali 1h30. A pouco e pouco iam chegando mais pessoas, por isso partimos para o próximo spot, o cenote Dzitnup (cerca de 3€ a cada). Ao contrário do anterior, este é uma caverna, apenas com uma abertura por onde entram alguns raios de sol e dão um efeito espetacular.







O plano inicial era ir ainda às ruínas de Cobá, outro complexo de pirâmides, mas a última entrada era às 16h, e seria impossível fazer os 70 km em menos de 1h respeitando os limites de velocidade. Por isso aproveitámos para dar uma volta em Valladolid, uma cidade fundada pelos colonizadores espanhóis há quase 500 anos atrás. A arquitetura, tipicamente colonialista, dá um ar agradável à cidade, a fazer-me lembrar da cidade de Olinda, no Brasil.



Ainda no regresso ao hotel, parámos em Akumal, uma terrinha pequena com uma praia incrível, onde fica um dos maiores santuários de tartarugas do mundo (Margarida e Mark, talvez as vossas gostassem de vir até cá...). O dia começava a cair, e estava-se melhor dentro de água que fora. Nadámos uns metros para o mar e lá começaram a aparecer dezenas de Speedies, umas maiores, outras pequeninas, tão fofas, a virem respirar à tona e a voltarem a mergulhar até às profundezas (não muito profundas, que eu não avancei muito mais mar a dentro). Sem dúvida, uma das melhores experiências na Riviera Maya, e ainda por cima gratuita.




Quinze minutos depois estávamos de volta ao Grand Palladium, mesmo a tempo para um banho romântico no nosso jacuzzi, mais um jantar de buffet-encher-até-rebentar e saímos novamente no carro, agora para Playa del Carmen, a uns 35km para norte.

A seguir a Cancun, Playa del Carmen é a principal estância turística da região. Sobretudo à noite, é inundada por multidões em busca da agitada vida nocturna, com bares e discotecas, alguns de renome internacional (das quais a Coco Bongo é a principal representante).


fonte: facebook

Discoteca Mandala

Discoteca Palazzo

Bebemos um ou dois copos e entrámos em alguns bares e discotecas, mas não fiquei encantado: centenas de adolescentes americanos em spring break (viagens de finalistas), muito bêbado na rua... a melhor parte foi, do alto do meu 1.69 m de altura, ser mais alto que qualquer um dos seguranças em várias discotecas. :D Lol, vou-me mudar para lá!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Os 5 anos - II

Não é todos os dias que se celebram as Bodas de Chocolate (obrigado pela dica, Leonel), e por isso resolvi surpreender o P, e fomos passar a noite ao L'And Vineyards, um hotel de 5 estrelas bastante badalado, em Montemor-o-Novo, no Alto Alentejo. Se não me falha a memória, foi a segunda vez que fiquei num hotel de 5 estrelas (a primeira foi esta). 

Saímos de Lisboa por volta das 18h, e pouco mais de uma hora depois estávamos a chegar ao hotel. Ao contrário dos hotéis convencionais, neste os quartos ficam separados da estrutura principal, o que significa que são um pouco mais isolados, e a arquitetura permite que todos tenham uma vista para o campo, com toda a privacidade mesmo com as cortinas abertas.
O quarto que reservei era um skyview, pelo que o tecto era em vidro, permitindo ver as estrelas. Havia ainda uma pequena piscina exterior privativa, nos deu algumas ideias...

A casa de banho e o quarto (foto do hotel)



O restaurante do hotel, onde tomámos o café da manhã no dia seguinte
 

Poderíamos ter jantado no restaurante do hotel, que recebeu recentemente uma estrela Michelin (basicamente, os óscares dos restaurantes). Porém, não sou muito fã de comida Michelin, e estando no Alentejo seria uma pena não experimentar a cozinha tradicional. Foi isso mesmo que disse ao recepcionista giro que nos fez o check in. Perguntou então se queríamos reservar em algum restaurante da região, e claro que disse que sim.

Pelo tripadvisor descobri o restaurante A Ribeira, com uma pontuação a rivalizar com o do próprio hotel onde estávamos. Mas o que me atraiu mais, para além do carácter verdadeiramente local do estabelecimento foi o facto do dono cantar a ementa. Wtf? O giraço da recepção marcou-nos mesa para as 21h.

Antes do jantar fomos dar uma espreitadela no spa do hotel. Estava vazio, o que significou que tínhamos a piscina interior e a sauna toda por nossa conta. Andámos por ali a brincar como duas crianças até à hora de ir para o restaurante.


O restaurante A Ribeira é exatamente o que tinha esperado, um restaurante pequeno, com comida honesta, grandes doses, e a simpatia do dono é qualquer coisa, a cantar a ementa. Comemos muito bem, e bebemos um tinto alentejano produzido na vinha do outro lado da estrada, tão bom, que trouxe duas garrafas para o hotel, tudo por 15€.

A Rita Pereira também é fã do restaurante, lol (foto do facebook)


No regresso ao hotel a temperatura era 2º, óptima para encher a nossa piscina exterior de água quentinha, apenas com a luz das estrelas por cima de nós e algumas velas. Ficámos por ali, a namorar e a beber as duas garrafas de vinho (que terminámos) até depois das 4 da manhã, altura em que fomos dormir, completamente exaustos. ;-)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Os 5 anos - I

Como fiz referência neste post, celebrámos há dias o nosso 5 aniversário. O balanço é, para além de muito positivo, surpreendente. Conheci o P quando ele tinha 20 anos. Um adulto de idade, mas um adolescente de cabeça. Quando o vi pela primeira vez, depois de uns meses de conversa online, pensei... exatamente o que é que eu estou a fazer aqui???


Pelas conversas online já tinha dado para perceber que não tínhamos muito em comum. Os gostos musicais são muito diferentes (em comum, só mesmo música eletrónica), de cinema também (em comum, filmes de terror), e Eurovisão... nada em comum, lol.



Uns meses depois, num Fevereiro tempestuoso, começámos a namorar. O início foi terrível, e disse-lhe há dias que durante o primeiro ano pensei várias vezes em acabar. Mas acho que o segredo é mesmo esse, não desistir ao primeiro choque (nem ao segundo, terceiro...). Hoje em dia ainda discutimos, mas nesses momentos respiro profundamente e penso 'ganho alguma coisa em passar a tarde amuado com ele?'.



Dizia o Miguel há dias, e o Namorado há algum tempo também, que numa relação temos de nos adaptar ao feitio do outro. Há sempre pequenas coisas da personalidade do namorado que não gostamos tanto. Uma ou duas (ele deve ter muitas mais de mim): múltiplos alarmes para despertar, que começam a tocar meia-hora antes de ele se levantar efectivamente; ao fim de semana é impossível fazer alguma coisa de produtivo com ele (para além de...) nas duas horas seguintes a levantar. Há mais, mas sinceramente, eu próprio comecei a gostar genuinamente destas características da personalidade dele. E ainda hoje, quando ele chega a casa, é isto...


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

2 coelhos, 5 anos

Poderia ter sido ontem, mas já lá vão cinco anos, quatro dos quais a viver em conjunto, na maior viagem das nossas vidas.

Houve dias de lágrimas, houve dias de raiva, mas muitos mais de alegria e felicidade.

E hoje, tal como nos últimos 5 anos, continuo loucamente apaixonado pela pessoa mais espetacular que já conheci.



Obrigado por estarem connosco. Agora, vamos até ali...


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mexico 5 (ou como alugar um carro na Riviera Maya)

Como tinha dito no último post, cerca de 10 dias antes de ir para o México reservei um carro para darmos umas voltas por lá. O aluguer do carro, por dois dias e com todos os seguros possíveis, não fosse alguma coisa correr mal, ficou em 69 euros. Mais uma vez recorri ao easycar.com, onde tenho sempre encontrado os preços mais baixos. 

Neste caso específico o aluguer do carro foi feito na Hertz em Tulum, uma cidade a cerca de 30 km do Grand Palladium, o nosso resort. O aluguer tinha início às 18h, para permitir que no dia seguinte saíssemos cedo para o passeio. Para ir até Tulum apanhámos um colectivo, a tal carrinha de 9 lugares que a guia da agência tanto alertou para não apanharmos. À saída do resort, junto à via rápida Cancun  - Tulum, esperámos uns 2 minutos junto a uma paragem de autocarros, com atenção aos carros que passavam. Passaram uma ou duas carrinhas cheias, até que uma fez sinais de luzes. Acenei, a carrinha parou, disse para onde íamos e num instante estavamos entre 6 mexicanos, trabalhadores locais. A viagem levou uns 20 minutos e custou 20 pesos (1.20€) a cada um de nós. A paragem do colectivo fica mesmo do outro lado da estrada da rent a car, por isso não podia ter calhado melhor.

A entrada do Grand Palladium, com um colectivo à porta.


A Hertz de um lado, a paragem do colectivo do outro (by StreetView)

As formalidades na rent a car não foram diferentes dos outros sítios onde temos alugado carros (Itália, Escócia, Estados Unidos, Noruega...). "Só" me enfiaram o barrete numa coisa: a certa altura o funcionário da Hertz (muito simpático, btw) perguntou se queria aproveitar a promoção do depósito cheio (para quem me conhece, 'promoção' tem um efeito de um esctasy). Basicamente, por 350 pesos (menos de 21€), não teria de me preocupar em devolver o carro com o depósito de gasolina cheio, como é habitual nos alugueres de carro. Achei a promoção vantajosa (o que o calor e as margaritas me fazem ao cérebro), e aceitei a oferta. Uma hora e alguma aritmética simples depois já estava arrependido, uma vez que para ser vantajoso precisava de devolver o carro já com o depósito na reserva, e não é fácil garantir que isso vá acontecer. 



No regresso para o resort, ao volante do nosso pequeno Hyundai i10, estava um pouco ansioso. Tinha lido um ou outro relato de operações stop em que a polícia inventa infrações para extorquir dinheiro aos turistas, por isso, estrategicamente, pus uma nota de 10€ dentro do passaporte. Se a polícia mandasse parar e pedisse os documentos, entregava o passaporte fechado, e das duas uma: ficavam com a nota e mandavam seguir; ou perguntavam como é que a nota ali tinha ido parar e eu dizia que tinha a nota na mesma bolsa do passaporte e devia ter sido por acaso, lol. Felizmente, não foi preciso recorrer a este estratagema.



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mexico 4

Como tinha dito aqui, durante o transfer do aeroporto de Cancun para o resort, um responsável da agência marcou um encontro para o dia seguinte, supostamente para explicar como funcionava o seguro de viagem a que tínhamos direito. Como convém sempre saber este tipo de coisas, no dia seguinte lá estávamos nós à hora marcada para ouvir a palestra, que foi sobre tudo menos sobre o seguro. Durante cerca de uma hora, a representante da agência, com um ar altamente tresloucado, avisou que sair do resort pelos próprios meios seria tão arriscado como entrar num mar infestado de tubarões. Fora do resort o mais provável era sermos assaltados, violados, os nossos órgãos seriam retirados e a pele seria usada para fazer sapatos (lol). Os táxis não eram recomendáveis porque os taxistas cobravam valores muito superiores ao estipulado, e apanhar um colectivo (um táxi partilhado, normalmente em carrinhas de 9 lugares, como os louages da Tunísia) era como andar na mais perigosa montanha russa do mundo.

Resumindo do que foi dito naquela sessão, a única forma segura de sair do resort seria através das excursões organizadas pela própria agência, "em autocarros confortáveis e com motoristas e guias experientes", e a preços exorbitantes! Ora, isto é exactamente o tipo de turismo que detesto...

O P ficou em pânico, e disse logo que não ia pôr um pé fora do hotel, e que queria voltar com os dois rins para Portugal. Depois de lhe desmistificar o marketing do medo a que tínhamos sido sujeitos, revelei a verdade... cerca de 10 dias antes tinha reservado o aluguer de um carro (69€ por dois dias, com todas as coberturas de seguro possíveis).

No próprio hotel havia um stand da Europcar, mas depois de ler exaustivamente os reports do Portal das Viagens (uma boa fonte de informação, btw), percebi que os preços praticados eram pouco atrativos. Outra opção era recorrer ao Señor Espinosa, um taxista relativamente conhecido entre os viajantes para a Riviera Maya, que, de forma clandestina, transporta turistas e faz de guia no seu carro particular. Ainda considerei esta hipótese, mas para o programa ficar a um preço simpático teríamos de encontrar outro casal para partilhar o carro e dividir despesas, e o P é pouco adepto de viajar com pessoas que não conhece...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Let's go, 2015!

2014 não correu bom como esperava, especialmente no que toca a trabalho. Não consegui diminuir a carga laboral, e por isso não atingi alguns dos objectivos pessoais a que me tinha proposto, um dos quais era recuperar o meu atraso aqui na blogosfera, que adoro. Por isso, esse é um dos objectivos que transita para 2015, tal como trabalhar menos, namorar mais, e claro... viajar!

Espero que todos vocês tenham um ano fantástico, e que os vossos projectos passem do papel à execução. Para o papel, guardem por exemplo o Calendário Blogosférico 2015, uma iniciativa arquitectada pelo 'nosso' Namorado, e na qual 13 bloggers participaram com um gozo enorme. E, agora que olho para o resultado final tão bonitinho, acho que consultar calendários em papel vai ser in novamente!


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Stuff...

Um post em formato sucinto e objectivo (coisa rara cá no blog):
  • Na semana passada, comigo ainda de baixa, fui com o meu rapaz a uma farmácia aqui perto comprar uns analgésicos e antibióticos. A farmácia estava vazia e o farmacêutico, da nossa idade e da nossa equipa também (e um ruivo giro, que não é muito comum) disse enquanto nos entregava os medicamentos "Espero que sejam muito felizes". Que fofo!
  • Voltei ao trabalho esta semana. Um mês de baixa foi uma pequena catástrofe no orçamento familiar, apesar do seguro ter pago parte do ordenado... Acho que o próximo ano vai ser fraco de viagens. :(
  • Tenho centenas de posts (e até mesmo blogs completos) para comentar. Até ao Natal devo ter isto resolvido, ou não há prendas para ninguém!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

México 3

Os dias seguintes, passados entre a praia (a água azul turquesa, linda, mas não tão quente como em Alicante), as enormes piscinas, os restaurantes, os spas, os vinte seis bares, as discotecas e as mesas de matraquilhos e snooker, passaram a correr. Quase todas as noites havia festas temáticas, e várias vezes fomos para a cama já um bocado alegres, mas ainda sóbrios o suficiente para dar uso ao jacuzzi no meio do quarto.

Foto daqui.


Foto do TripAdvisor




Um casal de guaxinins simpáticos

Iguanas por todo o lado, quase que corria o risco de pisar uma.








Um coelho ao sol, lol


Apesar de não se ver o pôr do sol, as cores eram fantásticas
Uma das piscinas, ligada ao mar, estava repleta de peixes tropicais coloridos. Para os atrairmos para as fotos usávamos pedacinhos de pão, o que surtia um efeito espetacular. Foi até eu enfiar um pedaço de pão dentro dos calções de banho do meu rapaz. Chegámos a temer o pior...

 
Foto do TripAdvisor


O Grand Palladium tem 14 restaurantes, cinco dos quais eram tipo buffet, enormes, de onde saíamos a rebolar. Os outros nove restaurantes eram a la carte, e nesses não se podia entrar de calções, pelo que por duas vezes tivémos de voltar ao quarto para trocar de roupa. 

No restaurante japonês Sumptuori, o show cooking era uma das principais atrações
O hotel era impecavelmente limpo por um batalhão de empregados simpáticos. A conversar com alguns, contaram que viviam do outro lado da estrada, em instalações pertencentes ao hotel. Ganhavam pouco mais do que o salário mínimo (à volta de 100€ por mês), por 6 dias de trabalho, mas frequentemente trabalhavam todos os dias, para que de dois em dois meses pudessem ir uma semana a casa.

Instalações dos funcionários do Palladium, daqui.

Porém, isto não foi o que mais me chocou. No último dia, por causa do voo de regresso, tivémos de almoçar logo assim que as portas dos restaurantes abriram. Foi a única vez que assisti à abertura dos restaurantes: os empregados faziam duas filas, de cada lado da porta, e ficavam a bater palmas enquanto os clientes entravam. Achei o espetáculo burguês deprimente. Que saudades de um hostel...