dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

México!

Chamar à viagem que fizémos à Riviera Maya "México" é, claramente, um excesso. O México é um país enorme (14º maior do mundo), mas tirando a capital (Cidade do México), eventualmente a meio duma viagem de 800 km entre Guanajuato e Oaxaca, tudo o que me levou a colocar o país nesta lista está reunido numa única região: a Península do Iucatão.


Há anos que andava a sonhar com a viagem ao México. Nos últimos 20 anos o destino popularizou-se por cá, e já por várias vezes tinha recusado propostas de viagens com amigos, o que não me impediu de ir planeado algumas coisas e procurando informação.


Uma das conclusões a que cheguei é que não vale a pena procurar viagens fora das agências de viagens. Voar para o México em voos regulares muito dificilmente fica abaixo dos 700€. A isso acresce transferes, estadia, alimentação, talvez um seguro de viagem... Por outro lado, nos pacotes das agências de viagens consegue-se, procurando bem, preços interessantes com tudo incluído (avião - transferes - estadia - alimentação e bebidas).

Apesar de optarmos, como se está a ver, pelos pacotes já feitos, a viagem obedece sempre a algum tipo de planeamento, e logo para começar, a altura do ano. Podem dizer-vos, nas agências de viagens ou em qualquer outro lugar que a época alta são os meses de Verão (Julho/Agosto/Setembro). Bullshit!, isso é um truque para agradar ao mercado turístico europeu e americano. A época alta é quando a meteorologia é melhor, e na região das Caraíbas isso não acontece nos meses de Verão. No caso específico da região do Iucatão, os meses menos chuvosos vão de Dezembro a Abril, e é precisamente em Abril que se registam temperaturas máximas acima de 30º, e mínimas acima de 15º. Portanto, nem havia lugar a dúvidas: íamos ao México em Abril!

Procurei exaustivamente pacotes de uma semana na região de Riviera Maya (ao lado e mais barata que Cancun) em agências de viagens de vários países. Tentei escolher um resort de boa qualidade, com boa praia, para satisfazer os desejos de dolce fare niente do P, já que as férias seguintes iam ser tudo menos isso.

Contas feitas, viajámos pela DominicanaTours, a mesma agência com que fomos à Tunísia em 2011. Apesar de também operarem a partir de Lisboa, compensou comprar o pacote com saída de Madrid e comprar à parte a viagem Lisboa - Madrid, pela easyjet.

Assim, gastámos 67€ cada pelos bilhetes Lisboa - Madrid e Madrid - Lisboa, partilhando uma mala de porão entre nós os dois, e 910€ por uma semana no hotel Grand Palladium, um resort de 5 estrelas com uma pontuação razoável na extensa lista de hotéis do género. Eu queria ir para o Adonis Tulum (um resort gay), mas o P preferiu algo mais... convencional.


quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Update

Pois parece que andamos desaparecidos... e infelizmente não pelos melhores motivos.
Depois de duas semanas de Italian Escape, voltei ao ginásio com tanta pujança que logo no segundo dia arranjei (diz a fisiatra) uma rotura muscular e pelo menos um mês de repouso. Um descanso depois das férias é sempre bem-vindo, mas desta forma imposta, dispensava...

Passei a primeira semana de cama, o que até podia ser agradável não fossem as dores horríveis mal mexesse qualquer músculo para além dos extraoculares. Na semana passada comecei a fisioterapia, acompanhada de choques eletricos, e finalmente estou a começar a ver melhorias.

Pela primeira vez na vida, vi-me efetivamente debilitado, e dependente de outra pessoa. Não foi uma coisa fácil de admitir que não me conseguia levantar sozinho, comer, tomar banho... felizmente tenho um namorado espetacular, que trata de tudo incansavelmente, me leva diariamente à fisioterapia, cozinha, e me dá alento para não desistir na recuperação. Já te disse que és a pessoa mais fantástica que já conheci?

terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Valencia

Uma semana de férias passa sempre a correr, seja em Benidorm ou em Lisboa (agora que penso nisso, desde que vivo em Lisboa nunca cá passei uma semana de férias).

Guardámos o último dia para ir a Valencia, a cerca de 140km de Benidorm. Há muitos anos que queria ir a Valencia. As estruturas desenhadas por Santiago Calatrava (arquiteto da Gare do Oriente, em Lisboa) são a imagem de marca da cidade (ou eram), mas a verdadeira surpresa foi a parte antiga. Começámos por deixar o carro num parque subterrâneo na Plaça de la Reina, junto à Catedral de Valencia. Nessa praça, no posto de turismo, deram-nos mapas turísticos, com uma sugestão de um passeio pedonal pelos principais pontos do centro histórico, que acabámos por seguir quase à letra. 

Começámos precisamente pela catedral, que começou por ser um templo romano, depois convertido a mesquita, e finalmente a templo católico. É uma mistura de estilos, comum neste tipo de obras sujeitas a sucessivas modificações ao longo dos séculos (gótico espanhol e francês, românico, barroco, neoclássico, renascimento -- não percebo nada disto, mas vinha no folheto, lol).


Subimos à torre campanária Micalet (2€), um dos símbolos de Valencia, com quase 600 anos. São 203 degraus de uma escada em caracol apertada, que nos levam a 70 metros de altura, com uma vista fantástica. Cada um dos seus 11 sinos tem um nome próprio: CatalinaMariaJaimeVicenteBárbaraPablo...


Saímos para a Plaça de la Mare de Déu, que é o epicentro do bairro mais antigo de Valencia. Para além da Puerta de los Apósteles da Catedral, dão para esta praça a Basílica de la Virgen de los Desamparados (padroeira da cidade) e o Palau de la Generalitat Valenciana (governo autónomo da Comunidade Valenciana).


Seguindo pela Carrer de Navellos, uma rua pedestre, passa-se na Plaça de San Lorenzo, onde fica o Palau de Benicarló, outrora residência dos Borgia e que é agora a sede das Cortes Valencianas (parlamento regional).

A pouco mais de 300 metros ficam as Torres dels Serrans, uma das doze portas na muralha que protegia a cidade antiga. Construídas no final do século XIV, funcionaram como prisão até há 120 anos atrás. É possível subir ao cimo (2€), mas não o fizémos. Em vez disso, tomámos um café numa esplanadinha simpática ali ao lado, para recuperar energias.


Descendo a Carrer de Serrans, encontramos a Plaça de Manises no cruzamento com a Carrer dels Cavallers, com dois palácios (Baylía Marqués de Scala). Nesta altura saímos um pouco do percurso sugerido para ver as Torres de Quart, que tal como as dels Serrans, eram portas de entrada na cidade. Estas têm o pormenor de apresentarem nas suas paredes as marcas dos disparos de canhão durante a Guerra da Independência Espanhola (contra a França em 1808).

Plaça de Manises



Ali perto fica o Mercado Central de Valencia, o maior da Europa, mas sobretudo a Llotja de la Seda, ou Mercado da Seda, um dos mais importantes monumentos da cidade, desde 1996 considerado Património da Humanidade pela UNESCO (vale a pena ver aqui os pormenores das gárgulas, cada uma melhor que a outra).

Foto daqui.
Depois de pararmos em algumas lojas de souvenirs onde o P queria comprar este mundo e o outro, continuámos até à Plaça de l'Ajuntament, uma das principais praças da cidade, onde fica a 'câmara municipal' de Valencia, e depois um pouco mais abaixo até à praça de touros e o Mercado de Colon, um mercado que foi renovado recentemente, do género do Mercado de San Miguel em Madrid (ou, noutra escala, o Mercado de Campo de Ourique, em Lisboa).

Mercado de Colon



Vagueamos mais um pouco pelas ruas, comemos um gelado (estavam 36 graus!) e voltámos ao carro, para ir ao outro ex-libris de Valencia, a Cidade das Artes e Ciências. É um complexo arquitetónico (imaginem, por exemplo, o Parque das Nações), desenhado por Santiago Calatrava, um dos mais conhecidos arquitetos espanhóis (há uns anos atrás este complexo esteve envolvido em grande polémica, porque parece que houve umas derrapagens orçamentais... upa upa).



What you see is what you get é, basicamente, o que a Cidade das Artes e Ciências oferece; espelhos de água, construções futuristas, onde a cor branca e azul dominam a paisagem. 
L'Hemisfèric, em forma de olho, é um cinema IMAX; o Museo de las Ciencias Príncipe Felipe é um dos edifícios mais originais, só ultrapassado pelo Palacio de las Artes Reina Sofía, que funciona como ópera e sala de espetáculos; L'Oceanogràfic é um oceanário, descrito como o maior da Europa. 





Quando acabámos a sessão fotográfica já eram horas de jantar, por isso fomos até à zona da praia, onde uma série de restaurantes virados para o mar proporcionavam um agradável momento de relax depois de um dia de explorações pela cidade (palavras do Lonely Planet). Foi aí que jantámos, antes de nos fazemos novamente à estrada. Próxima paragem: Lisboa. Números redondos, 1000 kms, ou seja, atravessar toda a Península Ibérica. Chegámos a Lisboa às 7 da manhã. Cedo! Ou tarde! Como em tudo, depende da perspectiva.


domingo, 21 de Setembro de 2014

Benidorm e Alicante

Depois de 3 noites no Hotel Fetiche, que apesar de só ter duas estrelas deixa muitos de quatro a um canto, tivémos de mudar para outro hotel. Na verdade, o segundo alojamento em Benidorm nem era bem um hotel, mas um aparthotel.

Raramente os aparthoteis são melhores do que o hotel, mas por outro lado permitem economizar bastante, ao disponibilizar uma cozinha (em versão extra-small) que permite poupar dinheiro em restaurantes e/ou melhorar a qualidade da alimentação.

Nas 4 noites seguintes ficámos então nos Estudios Benidorm (190 €), numa rua sem trânsito, cheia de esplanadas e movida. Por dentro não eram nada de especial, mas por fora parecia uma gaiola gigante. O P., como já é hábito, gostou muito do sítio. Pelo menos havia uma mesa e cadeiras na varanda, onde fizémos todas as refeições, com vista para os hóspedes do prédio em frente... Por outro lado, quem ficasse neste hotel pode utilizar a piscina do Hotel Benidorm Plaza, um quatro estrelas a uns 200m, e foi o que fizémos sempre que não nos apeteceu ir até à praia.



Foi só no penúltimo dia que voltámos a pegar no carro, para ir até Alicante, a 45km. De Alicante, a melhor memória que tenho é... Jose Maria Manzanares, un pedazo de torero (aparte da simpatia ou não tauromáquica). Disse uma vez que, por razões profissionais, leio a Hola com alguma frequência, e de facto este rapazinho faz-me suspirar.
Esta e outras fotografias aqui

Não começámos pelo Manzanares, mas pelo Castelo de Santa Bárbara, que deve o seu nome por ter sido conquistado aos mouros no dia de Santa Bárbara, 4 de Dezembro de 1428. Fica no topo do monte de Benacantil, uma posição estratégica pois dali avista-se toda a Baía de Alicante e as terras à volta.






Descemos até à cidade, e demos uma volta pela zona do porto, onde estava uma imitação do navio Santísima Trininad. O original, construído em 1769 em Havana, foi no seu tempo o maior barco do mundo. Este, porém, nem era uma verdadeira réplica, e a bordo em vez de canhões e marinheiros tinha um restaurante e uma discoteca. Ficámos pelas fotos exteriores, antes de darmos um saltinho à praia.



A praia de Alicante tem um pormenor que lhe tira algum encanto... a meio da tarde o Sol esconde-se atrás do castelo. Aproveitámos mesmo os últimos raios de sol, por volta das 18h, mas a verdadeira surpresa foi quando entrei na água. Até então, o meu record de água quente, exceptuando fontes termais e água aquecida por actividade geotérmica, foi na praia de Mellieħa, em Malta (melhor que Brasil ou México). Porém, a praia de Alicante bateu esse record. Não sei precisar a temperatura, mas era seguramente acima de 26º, de tal forma que tínhamos calor dentro de água. Uma autêntica canja... de coelho, lol.

À noite, geladinho em Benidorm

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Barba Rija

Não falei ainda por falta de tempo, mas desde 14 de Agosto que assisto religiosamente todas as quintas à noite a um novo episódio da websérie Barba Rija.




Barba Rija é uma websérie escrita pelo André Murraças, centrada na complicada vida amorosa de três bears, ou ursos, como se diz por cá. É um total de 7 episódios, com três ou quatro minutos cada, e que já me ensinou mais do que 6 meses de gaydar, lol. Os textos são espetaculares, e aqui o P delira com as referências do António ao Festival da Eurovisão. Além do pioneirismo de ser a primeira websérie portuguesa, o projecto foi financiado em parte através do crowdfunding (neste caso no Indiegogo), e mobilizou uma grande comunidade, entre parceiros comerciais e ilustres doadores anónimos.

O universo bear não é exatamente a minha praia, mas dentro deste armário onde cobardemente vivo (meti uma perninha cá fora há uns tempos, lol) sou francamente apologista de divulgar o trabalho de quem luta corajosamente contra o preconceito, e acredito que o Barba Rija é um excelente contributo nesse sentido. O André Murraças e toda a equipa que ele conseguiu mobilizar está de parabéns!

Deixo-vos o primeiro trailer (do crowdfunding) que vi, há uns bons meses atrás...



segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Benidorm

Nos dias seguintes em Benidorm não fizémos nada de especial. Basicamente, praia todo o dia, ao final da tarde um passeio a pé e jantar em qualquer sítio barato. Aqui ficam com uma ideia do que há por ali para ver...

Praia de Levante

Praia de Poniente

Cadeados do amor, em todo o lado...



À noite, porém, as ruas adquiriam outro movimento. Os bares da marginal, cheios de ingleses e nórdicos, muitas despedidas de solteiro, muito álcool, muitos decibéis dos êxitos das pistas de dança... diria que o ambiente era inebriante. E convenhamos, quando escolhemos Benidorm, já sabíamos ao que íamos, e não era bem o tipo de viagem cultural que costumo descrever aqui no blog (acho que nunca disse aqui, mas gostava muito de ir ao Tomorrowland!).



Só não saímos na primeira noite. Depois corremos as ditas capelinhas, e terminámos as noites nas mega-discotecas, que para além dos turistas e espanhóis, bailarinos jeitosos, Djs de segunda linha (isto não é exatamente Ibiza...), tinham também piscina. A parte difícil era voltar para o hotel às 6 ou 7 da manhã, com os copos, em que as distâncias pareciam aumentar bastante.

Fila à entrada da discoteca Penelope (daqui)

Um dos bailarinos da Penelope (daqui)
A parte exterior da discoteca KU Benidorm, a minha preferida (daqui)

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

De Mérida a Benidorm

Ao contrário de outras viagens de carro, em que maioritariamente viajamos de noite (porque somos uns grandes preguiçosos para acordar cedo), desta vez consegui convencer o meu rabbit a sair de manhã. Queria parar em Elvas para tomar café e visitar novamente a cidade, agora Património da Humanidade, e também parar em Mérida, outra cidade Património da Humanidade e que ficava precisamente no caminho para Benidorm.
Praça da República, em Elvas

De Elvas não há muito a dizer, a cidade é gira mas vê-se num instante. Apesar de não ser Alentejano, tenho algum carinho pelo Alentejo interior, sobretudo por zonas raianas. Depois do café e  bolinhos em Elvas, seguimos para Mérida.

Mérida é uma das mais antigas cidades espanholas. Foi fundada pelos Romanos em 26 AC, com o nome Emerita Augusta, e rapidamente se tornou a capital da Lusitânia. O ex-libris da cidade vem desse tempo. Contruído entre 16 e 15 AC, o Teatro Romano é um dos mais bem conservados no mundo, tal como o Anfiteatro. Na altura em que lá estivémos decorria o Festival de Teatro Clássico, pelo que tudo estava especialmente adornado.

No posto de turismo (que é sempre a primeira paragem) deram-nos mapas com os principais pontos de interesse da cidade. Para além da zona do Teatro e Anfiteatro, fomos ainda ao Museo Nacional de Arte Romano, que alberga uma coleção de mosaicos, estátuas e cerâmica românica extensa e interessante para quem é apreciador (não é bem o meu caso, que apelidei muitos artigos de cacos...).




Ponte Romana de Mérida, sobre o Rio Guadiana

O plano inicial passava por almoçar em Mérida, mas os preços inflacionados pela afluência de turistas fizeram-nos optar pelas sandes que levámos (as sandes são dos melhores money-savers em viagem).

Castillo de Sax, a uns 20km de Alicante (foto daqui)

Cerca de 7 horas e quase 700 km depois de Mérida, chegámos a Benidorm.

Benidorm não se apresenta bonito. Parece uma estância balnear de 2ª ou 3ª categoria, com prédios altos a surgirem de repente junto à primeira linha da praia. Claro que o meu rapaz adorou...

Skyline de Benidorm (daqui)


Depois de meia dúzia de voltas, percebemos que o estacionamento nas zonas delimitadas a branco, mais afastadas do centro, é gratuito, e nas zonas delimitadas a azul, mais centrais, é pago. Por sorte encontrámos logo um lugar no início da 'zona branca', a cerca de 800m do Hotel Fetiche. Apesar do nome, é um hotel normal, duas estrelas, minimalista. Tem uma das melhores pontuações no Booking e no TripAdvisor para hotéis desta categoria em Benidorm, mas o verdadeiro motivo da escolha foi por ser um hotel assumidamente gay-friendly. Por azar o hotel é muito concorrido e só conseguimos quarto para as três primeiras noites (total 224€, com pequeno-almoço). Ainda assim, valeu a pena, o hotel é bastante bom e tinha café nespresso e bebidas grátis. 

domingo, 6 de Julho de 2014

A viagem de finalistas...

No final de cada patamar do percurso escolar fiz viagem de finalistas. Foi assim no final do 9º ano, do 12º e da faculdade. Ao contrário de alguns estudantes, que viajam para sítios culturalmente enriquecedores, confesso (sem qualquer arrependimento) que segui a moda corrente em cada um dos períodos. Por isso, quando acabei o 12º ano, fui para um dos típicos destinos onde adolescentes se embebedam até cair e arrancam sanitas da casa de banho para as mandarem pela varanda para a piscina (apesar de tudo o meu grupo era mais softcore que isto).



Quando penso em destinos de viagens de finalistas do secundário, penso essencialmente em cinco sítios: Algarve, Salou, Loret del Mar, Benidorm e Palma de Maiorca. Destes, um sempre me despertou especial curiosidade, por ter sido o preterido em relação ao que acabai por ir. Juntando a minha curiosidade ao facto do P não ter ido em viagem de finalistas, resolvemos dar uma de adolescentes e rumámos a essa popular estância de degredo espanhola, Benidorm. Esta viagem foi feita em Julho do ano passado, poucos dias depois de termos comprado a casa onde vivemos atualmente. Dado que a compra de casa envolveu um esforço económico significativo, foi a única viagem que fizemos juntos em 2013.

Já agora, e vocês, fizeram viagem de finalistas? Para onde? E foi o degredo, lol?


terça-feira, 24 de Junho de 2014

Último dia em Nova Iorque

Chegámos a Nova Iorque (aeroporto JFK) às 8 horas. Como era um voo doméstico (dentro do mesmo país), não houve grandes demoras a sair do aeroporto. Apanhámos o AirTrain, um combóio que faz a ligação do aeroporto à Jamaica Station (4€), e depois o metro, directos para Times Square. O P estava eléctrico, felicíssimo por estar finalmente um dia de sol em Nova Iorque. Centenas de fotografias e um caramel macchiato do Starbucks depois, seguimos pela 42nd street, passando pelo Bryant Park (onde decorre a Semana da Moda de Nova Iorque) e pela New York Public Library, até perto do Chrysler Building, com as suas gárgulas agora iluminadas pela luz do Sol, um dos mais icónicos edifícios da cidade.

Times Square

Bryant Park

New York Public Library, com o leão Paciência (o Coragem está do outro lado)

Descendo pela 5a Avenida, agora com outro ar e cheia de turistas, passámos ao lado do Empire State Building, prestes a perder o estatuto de edifício mais alto de Nova Iorque. Mais algumas fotos, que há que enriquecer o facebook, e continuámos até ao Madison Square Park. Não era bem o parque que interessava ao meu rapaz, mas um dos ex-libris da cidade que não tínhamos conseguido ver na primeira visita a Nova Iorque, o Flatiron Building, o célebre edifício triangular, o mais alto do mundo no seu tempo, que parece, de facto, um ferro de engomar (como seriam os ferros de engomar em 1902, claro). 
Empire State Building

Flatiron Building

Início do bairro de Chelsea

Apanhámos o metro para outro marco da cidade, cujas fotos tinham ficado arruinadas pelo temporal duas semanas antes, a Ponte de Brooklyn. Inaugurada em 1883, era na altura a mais alta ponte suspensa do mundo. No entanto, as minhas memórias do sítio não eram tão doces como no reencontro da Miranda e do Steve no Sexo e a Cidade, mas antes de pés completamente ensopados, no meio da ponte coberta de neve, três semanas antes. Mas agora o cenário era completamente diferente, e não nos contivémos em fotografias.
Brooklyn Bridge

A pé, seguimos para Wall Street. Desta vez não estavam a gravar nenhum filme, e o acesso à zona estava completamente desimpedido, apesar do policiamento intenso. Depois de uma volta pelo sítio, apanhámos novamente o metro, para o Columbus Circle, onde fica o Time Warner Center, a Hearst House (de Norman Foster), Trump Hotel, o Museu da Arte e Design e o início do Central Park.

Wall Street

Columbus Circle

Tirámos mais algumas fotos por ali. Entretanto já eram quase 16h. Fomos até casa do Henry e do James, que tiveram a amabilidade de ficar com uma das nossas malas na nossa primeira passagem por Nova Iorque, com roupa e souvenirs que já tínhamos comprado. O James não estava, mas o Henry estava particularmente bem disposto. "Deviam ter chegado umas duas horas mais cedo. Estive ali na cama com um amigo e vocês podiam-se ter juntado à festa". Na pressa de ir para o aeroporto (não tínhamos feito o check in online), fiz confusão no inglês e, não perguntem como, percebi que ele tinha estado com um prostituto. Na brincadeira, perguntei-lhe "Quem pagou a quem?". O Henry não achou muita graça, e ficou um clima estranho. Só queria um buraco para me enfiar, quando ele disse "Não preciso de pagar para ter sexo".

Apanhámos o combóio na Penn Station, para o Aeroporto de Newark (9.80€). Às 19h apanhámos o voo da TAP de volta a Lisboa. O avião vinha meio, e dormimos toda a viagem. Ainda assim, estávamos tão cansados que quando chegámos a Lisboa às 8h, viémos diretos para a cama.

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Finalmente, depois destes 20 posts sobre a nossa viagem aos Estados Unidos, falta fazer o balanço final dos gastos em três semanas: 1513€ a cada um, incluindo bilhetes de avião, comida, hotéis, souvenirs e tudo o resto que gastámos. Apenas uma coisa não está incluída: dois meses depois, recebi uma carta da Álamo (rent a car) em casa... a polícia de Beverly Hills apanhou-me a passar um semáforo vermelho. 203€ foi o preço de ter um cadastro igual ao Justin Bieber. :D