dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Lorenzo e Pedro

Do twitter dos rapazes

Descobri há uma semana no dezanove.pt o novo fenómeno dos gay couple youtubers, o Lorenzo e o Pedro. 

Já sigo gay youtubers há uns anos (o Mark e o Ethan, por exemplo, são dos meus preferidos), mas admito que o Lorenzo e o Pedro estão no top! E ainda por cima são portugueses! How cool is that? 

É tão estranho ouvi-los falar português, lol

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Cigno Blog Awards - aftermatch

Foi ontem a grande gala de atribuição dos prémios Cigno 2015, uma iniciativa para promover a blogosfera LGBT friendly lusófona.



Aqui a toca dos coelhos ganhou o prémio de Melhor Blogue LGBT de Viagens, Cultura ou Lifestyle. Apesar de nos deixar orgulhosos, o prémio é igualmente de todos os nomeados nesta categoria, até mesmo para além dos 5 nomeados que foram revelados.



Viajar está nos genes dos países latinos desde há 500 anos, e nós não somos exceção. Apesar das diferenças entre mim e o P, o gosto de viajar, conhecer novos sítios e viver novas aventuras é partilhado. Na nossa mente pululam constantemente destinos (completamente diferentes, lol) que davam para preencher uma longa vida. Diz-se habitualmente "não vivas para trabalhar, trabalha para viver". No meu caso, é mais não vivas para trabalhar, trabalha para viajar.

Viajar para mim não é uma opção, mas uma necessidade. Já viajar em modo low-cost é um gosto pessoal, é o que nos permite ver mais coisas por menos dinheiro. Três semanas nos Estados Unidos, 14 dias em Itália ou 11 dias na Islândia... ah, calma, esta ainda não foi; não se torna pesado no orçamento, basta querer. E isso permite depois certas extravagâncias, como andar de helicóptero sobre o Grand Canyon (não se realizou porque a Natureza não quis), ir visitar partes do Vaticano que não estão abertas ao público ou derreter nas termas mais famosas do mundo.

Casey Levens para a JÓN Magazine

Quero agradecer, não o prémio em si, mas à equipa que esteve por detrás da organização dos primeiros Cigno Blog Awards, e que fez um trabalho fantástico na afirmação desta iniciativa pioneira na 'nossa' blogaysfera. Depois, a todos os leitores e comentadores do blog, os habitués, os ocasionais e os que mandam mails a perguntar se somos mesmo um casal de homens (para quem ainda tinha dúvidas, sim, somos). E last but not least, à minha cara-metade, que há cinco anos me faz o homem mais feliz do mundo. Obrigado por seres assim. E por ires comigo para Istambul daqui a 3 semanas. :D

domingo, 26 de abril de 2015

Copenhaga: antes de partir

Quando o destino é muito a norte ou a sul do planeta, é fundamental algum cuidado na escolha das datas da viagem. Copenhaga, por exemplo, tem 17h32 de sol no solstício de verão (Lisboa tem 14h52), e apenas 7h de sol no solstício de inverno (Lisboa tem 9h37). Por isso, os dias podem ser muito longos ou muito curtos. Acresce ainda que as diferenças meteorológicas podem tornar a viagem mais inóspita se a data não for bem escolhida.

Nesta viagem começámos por comprar os bilhetes de avião Lisboa - Copenhaga - Lisboa, mais uma vez pela easyjet. Ficou-nos em 83€ a cada um, sem direito a bagagem de porão (comprámos os bilhetes com 5 meses de antecedência). Uma vez que tínhamos dias de férias para gastar, e aproveitando os feriados do 10 de Junho e Santo António, que é feriado em Lisboa, conseguimos 9 dias para explorar um pouco da Escandinávia.

Como pelo meio tive a viagem ao México, para além do trabalho que não dá tréguas (dizia-me o Namorado que coelho que é coelho anda sempre a correr), acabei por deixar o planeamento desta viagem para as últimas duas semanas, o que foi um erro tremendo.

Como disse no post anterior, em Copenhaga fiquei num dos piores hostels ever. Dez anos depois, os hostels são completamente diferentes, mas estava numa de couchsurfing, para terror do meu coelhito. Enviei dezenas de pedidos de alojamento, mas sem sucesso. Entre o português que ia estar fora naquele período para ir ao Pride de Tel Aviv, ao capixaba que tinha partido um pé e estava no hospital, o italo-dinamarquês que ia fazer um périplo de bicicleta pela Ásia ou a lésbica dinamarquesa que achou o nosso pedido muito engraçado mas não recebia homens, consegui algumas sugestões de hostels. Desses, o Danhostel Copenhagen City era o mais razoável na relação preço/qualidade. Até que me sugeriram uma guest house, a Carsten's Guest House. Uma guest house é um pouco como o Airbnb, aluga-se um quarto numa casa de alguém. O curioso desta guest house é que tinha um hostel incorporado (melhor dizendo, tinha alguns quartos tipo dormitório), e... era uma guest house gay gerida pelo Carsten, um pãozinho dinamarquês. Ponderei um pouco, falei com o P, e decidimos reservar duas camas no quarto tipo hostel, que comportava 8 pessoas (70€ a cada, por três noites). Nova experiência a caminho... que tal será dormir num quarto com mais 6 gays?

O Carsten





sexta-feira, 24 de abril de 2015

Introdução à Escandinávia

À excepção de uma ida esporádica a Londres aos 12 anos, comecei verdadeiramente a viajar para fora de Portugal quando comecei a ter rendimentos que me permitissem suportar os custos associados, numa fase inicial limitado ao continente europeu. Foi assim que, aos 21 anos, na minha quarta viagem de avião, me apaixonei por uma cidade que ainda hoje é a minha capital preferida: Copenhaga. É possivelmente, depois de Lisboa, a capital onde mais vezes estive. Associa a limpeza e civilidade que caracteriza os países nórdicos ao relaxe e boa disposição do sul da Europa, razão por que chamam aos dinamarqueses 'Os italianos da Escandinávia' (o facto de serem giros também deverá ter algum peso, lol).
Quase seis anos depois comecei a namorar com o P, e como não podia deixar de ser, queria levá-lo a conhecer uma das cidades que mais gosto neste planeta. Para mim seria uma viagem repetida, mas o facto inédito de ir lá com a pessoa que amo, em vez de tornar aborrecida a preparação da viagem, tornou-a mais divertida.

Por outro lado, depois de uma semana de papo para o ar no México, não é fácil (pelo menos para o meu rapaz) voltar ao esquema de mochila às costas. Mas, como diz o Francisco, tp (temos pena). A Escandinávia é conhecida por não ser um sítio exactamente barato, por isso esta viagem foi em modo low-cost.

Meanwhile, fui ao baú buscar algumas fotos das minhas viagens a Copenhaga...





Um dos piores hostels onde já fiquei...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

México 7

Tinha alugado o carro na Riviera Maya, México, durante dois dias, o que implicava um plano cuidado de forma a podermos visitar todos os sítios que queríamos. Porém, logo no primeiro dia não conseguimos cumprir o horário estipulado, e por isso no segundo dia tivémos de fazer 75 km do percurso do dia anterior, para visitar as ruínas de Cobá. Cobá, tal como Chichen Itza, foi uma importante cidade pré-colombiana. Não é tão mediática como esta última, o que permite encontra-la num estado mais natural, verdadeiramente imersa na selva.

Deixámos o carro no parque de estacionamento do Complexo de Cobá (0.60€), mesmo ao lado de um lago com crocodilos. As ruínas propriamente ditas ainda ficam a cerca de 1km da entrada do complexo (a entrada custa 3.42€), e as opções são ir a pé, de bicicleta alugada ou de riquexó. Escolhemos as bicicletas (cerca de 2€ cada). Apesar dos pavimentos não estarem nas melhores condições (talvez para serem mais fiéis ao original, lol), foi divertido pedalar com o P. Que me lembre, foi a primeira vez que andámos de bicicleta juntos.


Subir à pirâmide Nohoch Mul, a maior pirâmide do complexo, com 42 metros e 120 degraus, é possível, mas é um teste à condição física e às vertigens de cada um. Porém, vale bem a pena o esforço, porque a vista lá de cima é espetacular, com dezenas de quilómetros de floresta em todas as direcções.

Saímos de Cobá já depois do almoço, para visitarmos as últimas ruínas que nos faltavam, Tulum (3.50€). Ficaram para o fim porque ficam precisamente na cidade onde alugámos o carro e onde o iríamos devolver no final do dia. 

O que distingue as ruínas de Tulum das restantes ruínas mayas é o facto de ficar junto ao mar, o que lhe confere uma beleza ímpar. A praia junto às ruínas foi considerada pelo tripadvisor como uma das melhores do mundo. Claro que não perdemos a hipótese de mandar ali um mergulho.




Montes de iguanas passeam pacificamente pelas ruínas

Devolvemos o carro na agência da Hertz de Tulum por volta das 17h30. Foi o mesmo funcionário que nos atendeu, mais uma vez extremamente simpático. Depois foi apanhar o colectivo (1.20€) e voltar para o hotel.

Passámos os últimos dias apenas no resort, no melhor dolce far niente possível. No último dia saímos do resort por volta das 12h30, já almoçados, para regressar a Lisboa, com uma escala de 4 horas no aeroporto de Madrid, o que deu tempo de irmos até à cidade, almoçar no McDonalds da Gran Via e beber um café Delta no gay-friendly Mamá Inés, na Chueca. :D

Foto do Dean Diefendorf.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

CIGNO - LGBT Blog Awards



Não tenho conseguido ter uma presença muito assídua pela blogosfera ultimamente. À loucura pouco saudável do trabalho juntou-se agora um objectivo pessoal do meu mais que tudo que me tem dado muito gozo a ajudar a atingir, e como sempre o blog acaba por ficar no fundo das prioridades. Além disso, já vamos em Abril, e daqui a pouco mais de um mês abre-se a época de viagens, logo com duas de seguida que me deixam de água na boca (duas de seguida deixam sempre água na boca, lol).

Porém, tal como o título deixa antever, este post tem uma dupla finalidade: aqui a toca dos coelhos foi surpreendida com a nomeação para 3 categorias dos CIGNO - LGBT Blog Awards. São elas,

"Melhor Blogue LGBT de Viagens, Cultura ou Lifestyle"

"Melhor Design em Blogue LGBT"

"Melhor Blogger LGBT 2014";



Tenho a dizer que o prémio principal já está ganho, que é o facto de ter ficado a conhecer mais um punhado de blogs fantástico, e ver reconhecidos alguns blogs que têm sido estruturantes na manutenção deste grupo. No entanto, ditam as regras do concurso que só há um vencedor em cada categoria, pelo que podem votar até dia 24 de Abril através deste link. Participem!

E agora, deixa cá ver quanto custa alugar um carro na Islândia...

terça-feira, 17 de março de 2015

CIGNO - The LGBT Blog Awards

Os últimos tempos têm sido caóticos (para não dizer catastróficos, ou alguém ainda me chama de dramaqueen), e como é hábito, o blog é quase sempre o primeiro reflexo da escassez de tempo (um dos meus mottos é o tempo é um bem escasso).


Por este motivo ando a dever (entre milhares de outras coisas) um post relativo aos CIGNO - The LGBT Blog Awards. A iniciativa, que partiu do prolífico Namorado, tem estado a ser trabalhada por uma equipa multidisciplinar que criaram um Official Blog para o certame.

Até dia 20 podem, através deste formulário (que nem têm de preencher na totalidade), nomear blogs ou bloggers, de língua portuguesa, para qualquer uma das categorias existentes. A vossa participação é fundamental!


Dia 21 serão revelados os nomeados!


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

México 6

Com um carro nas mãos, a viagem ao México ganhou outra piada. Finalmente havia qualquer coisa para fazer fora do resort. Finalmente os dias não se resumiam a barriga para o ar, a beber margaritas, alternando entre a praia de areia fina e águas quentes e as sete ou oito piscinas... (dá para perceber que não partilhámos os dois a mesma emoção???).

No dia seguinte saímos do hotel às 7 da manhã, já com o café da manhã tomado e um (grande) farnel que surripiamos do buffet. Tinha sacado ainda em Portugal uma app gps com mapas off-line (Sygic, passe a publicidade, lol), o que significava que tínhamos um gps funcional sem necessidade de uma ligação de dados. Ainda assim, atrevo-me a dizer que o gps não era essencial, não há assim tantas estradas, as indicações são razoáveis, e na dúvida é só encostar e perguntar.

Duas horas e meia, 180km depois de sairmos do hotel, chegámos ao complexo das Pirâmides de Chichen-Itza, uma das novas sete maravilhas. O percurso foi calmo, não passei do limite de 80km/h apesar das rectas de 20km numa estrada completamente deserta, não fosse algum radar apanhar-nos e dar problemas.

Optei por deixar o carro no parque do próprio complexo (0.61€, por um dia), em vez de o estacionar na estrada de acesso ao complexo. O parque, enorme, estava praticamente vazio, apenas com meia-dúzia de carros.

A entrada no complexo é, passe o pleonasmo, também ela complexa. Primeiro há que atravessar uma rua cheia de vendedores de souvenirs. Depois, numa primeira bilheteira do Ministério da Cultura do México, compra-se o primeiro bilhete por 3.60€. Uns metros mais à frente, numa bilheteira da Secretaria da Cultura do Estado do Yucatão compra-se um segundo bilhete por 7.80€. Não se compra um único bilhete porque, por causa da corrupção, as duas entidades não se entendem entre si. Neste percurso entre as bilheteiras e os torniquetes de entrada há dezenas de pessoas a oferecerem-se como guias das ruínas. A maioria fala apenas espanhol e inglês, e pedem à volta de 500 pesos (30€) para uma visita guiada de 2 horas.

Estar num sítio como as ruínas maias de Chichen-Itza, onde cada pedra conta uma história e têm um simbolismo de uma civilização extinta e envolta em mistério, e não ter alguém que explique o que se está a ver é verdadeiramente como um burro a olhar para um palácio. Por isso, logo depois dos torniquetes, onde mais algumas dezenas de guias ofereciam os seus serviços a preços mais baixos (é o chamado skimming do mercado) regateei com um deles e consegui que por 150 pesos (8.75€) nos desse uma visita guiada ao complexo. O acordo foi que a visita duraria apenas 1h30, de forma a que às 11h30 o guia estivesse à entrada na altura em que chegam as dezenas de autocarros turísticos.

Não vos vou maçar com a descrição exaustiva de Chichen-Itza, mas se lá forem, não deixem de contratar um guia, ou perderão completamente o âmago de visitar um sítio fantástico como este. Durante 90 minutos o nosso guia, um professor de história reformado e que falava português com sotaque adocicado do Brasil explicou-nos a história e mistérios daquela que foi a mais poderosa cidade maia. Foi um banho de cultura fantástico!





Depois do guia nos deixar ficámos mais uma meia hora a tirar fotos à volta do El Castillo e do Templo dos Jaguares. Por volta do meio dia saímos, já o sítio estava a ficar cheio de turistas. No parque de estacionamento confirmei as minhas suspeitas, havia mais de 100 autocarros de turismo estacionados.

De volta ao nosso mexican bunnycar, conduzi cerca de 20 minutos até um dos sítios mais fantásticos onde já estive, o cenote Ik Kil. Um cenote é basicamente um orifício enorme na rocha, como se fosse um poço gigante. De acordo com a tradição maia, resultam da queda de meteoros, e a água que contém vem do espaço. É uma explicação mais inspiradora do que acreditar que resultam do colapso da rocha sobre lençóis freáticos.

Tal como em Chichen-Itza, chegámos numa altura que não havia quase ninguém. Aí fiz um brilharete... tinha comprado na Decathlon não uma balança, mas dois kits de snorkeling por cerca de 15€, para além de uma máquina fotográfica aquática. Foi fixe porque o aluguer do equipamento de snorkeling custava uns 5€ a cada um, e assim tínhamos o nosso equipamento que utilizámos várias vezes. Pagámos apenas a entrada, 70 pesos (cerca de 4€ cada).



Todas as fotos daqui.

Ficámos por ali 1h30. A pouco e pouco iam chegando mais pessoas, por isso partimos para o próximo spot, o cenote Dzitnup (cerca de 3€ a cada). Ao contrário do anterior, este é uma caverna, apenas com uma abertura por onde entram alguns raios de sol e dão um efeito espetacular.







O plano inicial era ir ainda às ruínas de Cobá, outro complexo de pirâmides, mas a última entrada era às 16h, e seria impossível fazer os 70 km em menos de 1h respeitando os limites de velocidade. Por isso aproveitámos para dar uma volta em Valladolid, uma cidade fundada pelos colonizadores espanhóis há quase 500 anos atrás. A arquitetura, tipicamente colonialista, dá um ar agradável à cidade, a fazer-me lembrar da cidade de Olinda, no Brasil.



Ainda no regresso ao hotel, parámos em Akumal, uma terrinha pequena com uma praia incrível, onde fica um dos maiores santuários de tartarugas do mundo (Margarida e Mark, talvez as vossas gostassem de vir até cá...). O dia começava a cair, e estava-se melhor dentro de água que fora. Nadámos uns metros para o mar e lá começaram a aparecer dezenas de Speedies, umas maiores, outras pequeninas, tão fofas, a virem respirar à tona e a voltarem a mergulhar até às profundezas (não muito profundas, que eu não avancei muito mais mar a dentro). Sem dúvida, uma das melhores experiências na Riviera Maya, e ainda por cima gratuita.




Quinze minutos depois estávamos de volta ao Grand Palladium, mesmo a tempo para um banho romântico no nosso jacuzzi, mais um jantar de buffet-encher-até-rebentar e saímos novamente no carro, agora para Playa del Carmen, a uns 35km para norte.

A seguir a Cancun, Playa del Carmen é a principal estância turística da região. Sobretudo à noite, é inundada por multidões em busca da agitada vida nocturna, com bares e discotecas, alguns de renome internacional (das quais a Coco Bongo é a principal representante).


fonte: facebook

Discoteca Mandala

Discoteca Palazzo

Bebemos um ou dois copos e entrámos em alguns bares e discotecas, mas não fiquei encantado: centenas de adolescentes americanos em spring break (viagens de finalistas), muito bêbado na rua... a melhor parte foi, do alto do meu 1.69 m de altura, ser mais alto que qualquer um dos seguranças em várias discotecas. :D Lol, vou-me mudar para lá!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Os 5 anos - II

Não é todos os dias que se celebram as Bodas de Chocolate (obrigado pela dica, Leonel), e por isso resolvi surpreender o P, e fomos passar a noite ao L'And Vineyards, um hotel de 5 estrelas bastante badalado, em Montemor-o-Novo, no Alto Alentejo. Se não me falha a memória, foi a segunda vez que fiquei num hotel de 5 estrelas (a primeira foi esta). 

Saímos de Lisboa por volta das 18h, e pouco mais de uma hora depois estávamos a chegar ao hotel. Ao contrário dos hotéis convencionais, neste os quartos ficam separados da estrutura principal, o que significa que são um pouco mais isolados, e a arquitetura permite que todos tenham uma vista para o campo, com toda a privacidade mesmo com as cortinas abertas.
O quarto que reservei era um skyview, pelo que o tecto era em vidro, permitindo ver as estrelas. Havia ainda uma pequena piscina exterior privativa, nos deu algumas ideias...

A casa de banho e o quarto (foto do hotel)



O restaurante do hotel, onde tomámos o café da manhã no dia seguinte
 

Poderíamos ter jantado no restaurante do hotel, que recebeu recentemente uma estrela Michelin (basicamente, os óscares dos restaurantes). Porém, não sou muito fã de comida Michelin, e estando no Alentejo seria uma pena não experimentar a cozinha tradicional. Foi isso mesmo que disse ao recepcionista giro que nos fez o check in. Perguntou então se queríamos reservar em algum restaurante da região, e claro que disse que sim.

Pelo tripadvisor descobri o restaurante A Ribeira, com uma pontuação a rivalizar com o do próprio hotel onde estávamos. Mas o que me atraiu mais, para além do carácter verdadeiramente local do estabelecimento foi o facto do dono cantar a ementa. Wtf? O giraço da recepção marcou-nos mesa para as 21h.

Antes do jantar fomos dar uma espreitadela no spa do hotel. Estava vazio, o que significou que tínhamos a piscina interior e a sauna toda por nossa conta. Andámos por ali a brincar como duas crianças até à hora de ir para o restaurante.


O restaurante A Ribeira é exatamente o que tinha esperado, um restaurante pequeno, com comida honesta, grandes doses, e a simpatia do dono é qualquer coisa, a cantar a ementa. Comemos muito bem, e bebemos um tinto alentejano produzido na vinha do outro lado da estrada, tão bom, que trouxe duas garrafas para o hotel, tudo por 15€.

A Rita Pereira também é fã do restaurante, lol (foto do facebook)


No regresso ao hotel a temperatura era 2º, óptima para encher a nossa piscina exterior de água quentinha, apenas com a luz das estrelas por cima de nós e algumas velas. Ficámos por ali, a namorar e a beber as duas garrafas de vinho (que terminámos) até depois das 4 da manhã, altura em que fomos dormir, completamente exaustos. ;-)