dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Berlim 3

No dia seguinte percebemos que a situação se tinha tornado incomportável para nós. Não havia mais cházinhos de limão com mel para acalmar a garganta, a tosse, a febre... Tínhamos de ir ao hospital, sob pena de a situação se agravar ainda mais e as férias ficarem de todo estragadas.
A minha amiga Anna que nos emprestou o apartamento estava fora, e não quis que se preocupasse com o nosso estado de saúde, por isso fui à net e procurei um hospital público que não fosse muito distante. Acabámos por ir ao Hospital Universitário Benjamin Franklin, que fica no antigo sector americano da Berlim Ocidental. Segundo percebi, o nome do hospital foi um agradecimento dos cidadãos de Berlim à ajuda dada pelos americanos no pós 2ª Guerra Mundial e Guerra Fria.



No hospital lembrei-me que o P não tinha cartão europeu de saúde, e claro que isso deu problemas. Quando voltar aos meus posts sobre dicas de viagens, tenho de vos falar da importância do cartão. Agora, long story made short, o P pagou uns 120€, eu paguei 10€ porque tinha o dito cartão, fomos vistos por uma otorrinolaringologista que nos medicou, e agora já em Portugal o P já tratou do cartão e enviou uma cópia para o hospital e devolveram-lhe o dinheiro pago.

Com esta história toda passou-se a manhã. Viemos para o centro da cidade, para a Kürfurstendamm, uma espécie de Avenida da Liberdade de Berlim, onde os edifícios mais antigos e os do século XXI co-existem de uma forma nem sempre harmoniosa.


Um exemplo disso é a Gedächtniskirche, uma igreja do início do século XX que foi atingida por bombardeamentos durante a 2ª Guerra Mundial, e que posteriormente não foi reconstruída. Este era o aspecto antes da guerra:



Aqui, já após os bombardeamentos:


Aqui como estava há dois anos atrás. As estruturas poliédricas constituem um auditório e uma nova capela/memorial.

E aqui como está atualmente, devido a obras de consevação que estão a fazer à estrutura da igreja:

Esta escultura é igualmente um dos ícones da cidade, que representa a reunificação alemã:

Depois de umas três horas de passeio por ali voltámos para a Alexanderplatz, para irmos ao cimo do Fernsehturm, a torre de TV, onde, como o Pinguim disse no post anterior, se tem uma vista maravilhosa. Porém, a espera de duas horas para entrar na torre fez com que, para além de mais uma discussão, quando subimos já era de noite e não conseguimos identificar grandes pontos de referência lá de cima.



Para nos redimirmos jantámos mais uma dose de currywurst delicioso,


 e andámos a ver algumas lojas antes de voltarmos para casa. Numa delas encontrei algo que já procurava há muito tempo... 


10 comentários:

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    1. São mesmo fofinhos, estou aqui a olhar para eles e só me apetece esmaga-los nos braços!

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  2. Boa dica essa do Cartão Europeu de Saúde, coisa que não tenho e devia. Faz lá um post sobre isso, please :)

    Essa zona que visitaram deve ser gira, gosto quando as arquitecturas se misturam.

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    1. Esse post já está na lista de espera.

      Também gosto, habitualmente, da fusão de arquiteturas, mas nem sempre o resultado é famoso. Por exemplo, no Reichstag resultou muito bem a cúpula do Foster. Aqui nesta igreja, pelo contrário, não me parece.

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  3. Bolas, foi mesmo uma viajem cheia de azares...

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    1. Houve bastantes, sim, mas acho que daqui para a frente foi sempre a melhorar.

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  4. Estou com o Arrakis, faz lá um post do cartão de saúde

    Abraço de melhoras aos dois

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    1. Já está na lista. É uma coisa simplicíssima e que poupa muitas dores de cabeça.

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  5. Oh, recordo-me perfeitamente de passear com a mãe e o amigo nessa avenida, a Kurfürstendamm! *.*

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    1. Lol, fico muito contente por finalmente ter falado de uma coisa que conheces. A avenida é muito fashion. :)

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