dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

Mostrar mensagens com a etiqueta Alemanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alemanha. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 24 de abril de 2012

Berlim 4

No nosso penúltimo dia em Berlim ainda não tínhamos começado a sentir melhoras, por isso só saímos de casa já depois do meio-dia. Começámos por ir visitar um sítio imprescindível em Berlim, o Checkpoint Charlie, uma das poucas passagens de Berlim Ocidental para Berlim Oriental para diplomatas e visitantes estrangeiros. Já lá tínhamos estado no primeiro dia, à noite, mas agora deu para ver o museu e deixar uma marca no livro de visitas...





Um amigo tinha-me dito para ir ao Schwules Museum, o Museu Gay e Lésbico de Berlim, supostamente um dos melhores do mundo. Não tenho termo de comparação, mas gostei muito do museu. À entrada são emprestados guias para a exposição, e até havia em Português. Com uma sequência cronológica, é mostrada a evolução da cultura gay na Europa, com algumas salas reservadas, claro, ao período do Nazismo.







Depois apanhámos o metro para Friedrichstrasse, porque queríamos tirar mais umas fotos em frente do Reichstag num dia que finalmente estava sol. Dali à Chancelaria Alemã é um pulinho e vale a pena.






Em Berlim quase que se pode dizer que não vale a pena apanhar autocarros turísticos. Dois dos autocarros normais dos transportes públicos de Berlim fazem um percurso praticamente idêntico aos autocarros turísticos. São os autocarros 100 e 200. Claro que a uma pechincha destas não pudemos dizer que não! 


Passámos pela Haus der Kulturen der Welt (qualquer coisa como Casa da Cultura do Mundo), um centro de arte contemporânea,

pelo Palácio de Bellevue, residência oficial do Presidente Alemão,

atravessa-se o Tiergatan, um dos maiores parques abertos da Europa, 


e a Catedral de Berlim.



Saímos do autocarro nesta altura, para tirar mais umas quantas fotos, e já que estávamos por ali aproveitámos para visitar a Igreja de Santa Maria

e a Câmara Municipal de Berlim.

Apesar de haver partes do Muro de Berlim expostos em vários pontos da cidade e até à venda como souvenir, uma parte ainda se mantém no sítio original, formando uma curiosa galeria de arte ao ar livre: a East Side Gallery, com cerca de 1.3km, que percorremos com nó na garganta.

Para acentuar o dramatismo, fomos ainda visitar o museu Topographie des Terrors, no local onde se localizavam os serviços centrais da Gestapo e das SS. Adorei o museu, e só tive pena de não ter tempo para explorar cada pormenor.

Voltámos às Portas de Brandenburgo porque me tinha esquecido de visitar uma coisa. Apesar de já ser noite, ainda fomos dar uma espreitadela ao Memorial do Holocausto, que me tinha passado completamente. 


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Berlim 3

No dia seguinte percebemos que a situação se tinha tornado incomportável para nós. Não havia mais cházinhos de limão com mel para acalmar a garganta, a tosse, a febre... Tínhamos de ir ao hospital, sob pena de a situação se agravar ainda mais e as férias ficarem de todo estragadas.
A minha amiga Anna que nos emprestou o apartamento estava fora, e não quis que se preocupasse com o nosso estado de saúde, por isso fui à net e procurei um hospital público que não fosse muito distante. Acabámos por ir ao Hospital Universitário Benjamin Franklin, que fica no antigo sector americano da Berlim Ocidental. Segundo percebi, o nome do hospital foi um agradecimento dos cidadãos de Berlim à ajuda dada pelos americanos no pós 2ª Guerra Mundial e Guerra Fria.



No hospital lembrei-me que o P não tinha cartão europeu de saúde, e claro que isso deu problemas. Quando voltar aos meus posts sobre dicas de viagens, tenho de vos falar da importância do cartão. Agora, long story made short, o P pagou uns 120€, eu paguei 10€ porque tinha o dito cartão, fomos vistos por uma otorrinolaringologista que nos medicou, e agora já em Portugal o P já tratou do cartão e enviou uma cópia para o hospital e devolveram-lhe o dinheiro pago.

Com esta história toda passou-se a manhã. Viemos para o centro da cidade, para a Kürfurstendamm, uma espécie de Avenida da Liberdade de Berlim, onde os edifícios mais antigos e os do século XXI co-existem de uma forma nem sempre harmoniosa.


Um exemplo disso é a Gedächtniskirche, uma igreja do início do século XX que foi atingida por bombardeamentos durante a 2ª Guerra Mundial, e que posteriormente não foi reconstruída. Este era o aspecto antes da guerra:



Aqui, já após os bombardeamentos:


Aqui como estava há dois anos atrás. As estruturas poliédricas constituem um auditório e uma nova capela/memorial.

E aqui como está atualmente, devido a obras de consevação que estão a fazer à estrutura da igreja:

Esta escultura é igualmente um dos ícones da cidade, que representa a reunificação alemã:

Depois de umas três horas de passeio por ali voltámos para a Alexanderplatz, para irmos ao cimo do Fernsehturm, a torre de TV, onde, como o Pinguim disse no post anterior, se tem uma vista maravilhosa. Porém, a espera de duas horas para entrar na torre fez com que, para além de mais uma discussão, quando subimos já era de noite e não conseguimos identificar grandes pontos de referência lá de cima.



Para nos redimirmos jantámos mais uma dose de currywurst delicioso,


 e andámos a ver algumas lojas antes de voltarmos para casa. Numa delas encontrei algo que já procurava há muito tempo... 


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Berlim 2

Segundo dia em Berlim. Começámos pelas Portas de Brandenburgo, um dos principais símbolos da cidade.

O outro é o Reichstag, sede do Parlamento Alemão. A cúpula, da autoria de Norman Foster (se gostam de arquitetura vejam o vídeo), estava aberta ao público, mas novas medidas de segurança acabaram com isso. Para entrar no Reichstag é necessário fazer um pedido on-line umas três semanas antes, coisa que eu, estupidamente, não tinha feito. Resultado, ficámos pelas fotos por fora, debaixo de um frio impiedoso.


Parámos para lanchar na Dunkin' Donuts, uma conhecida cadeia de donuts americana (que eu nunca tinha ouvido falar). Depois descemos a Avenida Unter den Linden, com paragem na megastore da Nívea para comprar uns cremes, canecas, ímanes... lol. 

Dois quilómetros depois estávamos na Alexanderplatz, uma praça enorme onde existe um relógio mundial, que dá para saber as horas em qualquer local do mundo.

Jantámos num restaurante nessa praça, uma comidinha típica que nos havia sido recomendada pela hospedeira de bordo da easyjet (esqueci-me de referir que metemos conversa com a hospedeira e que ela foi muito simpática a dar dicas). A comidinha chama-se currywurst, basicamente uma salsicha alemã banhada em colesterol de ketchup e caril, tão famosa que até tem um museu dedicado a ela e às diversas variedades disponíveis. 

Apanhámos o metro para Potsdamer Platz, para ver não só o Sony Center, mas também o primeiro semáforo instalado na Europa (venderam-me assim a informação, mas já sei que não é verdade).


Apesar de já ser noite cerrada, ainda não era muito tarde, pelo que aproveitámos para espreitar mais uma atração turística, o Checkpoint Charlie. Não havia turistas por ali (pudera, com o frio que estava!) por isso demos uma volta pelas lojas de souvenirs, para gáudio do meu coelhito.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Berlim 1

O chegámos a Berlim, vindos de Barcelona, por volta das 13h30. Estava um frio descomunal, que acompanhado com uma chuvinha irritante e vento gelado não davam tréguas. Nem os -23º C que apanhei lá para cima do circulo polar ártico me fizeram passar tanto frio.

Fomos a casa deixar as malas, para aproveitar alguma coisa do dia. A rede de transportes de Berlim é simples e muito eficiente, sem dificuldade começámos logo a perceber como é que a coisa funcionava. Ficámos em casa de uma amiga minha, a Anna, que já tinha estado cá em casa há uns dois anos. Por coincidência, a nossa estadia em Berlim coincidia precisamente com as férias da Anna, em que ela ia estar fora, pelo que ficámos com o apartamento só para nós. Fantástico, se não adássemos sempre às turras!

Uma vez que anoitecia cedo optámos por começar pelo Museu Pergamon, na Ilha dos Museus, uma ilhota no Rio Spree que alberga uma série de museus. O museu é fantástico, e o Altar de Pérgamo, que lhe dá o nome, é sublime. Mais uma vez, um audioguia ia-nos ajudado a decifrar a mitologia grega. 

Outro ex-libris espetacular é a Porta de Ishtar, vinda da Babilónia! 


Quase quatro horas depois voltámos para casa, com a barriga cheia de cultura mas com muita fome. Comprámos algumas coisas num supermercado junto à estação de metro, e cozinhámos em casa. Apesar da fome, não consegui comer grande coisa, doía-me imenso a garganta. :(