dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Valencia

Uma semana de férias passa sempre a correr, seja em Benidorm ou em Lisboa (agora que penso nisso, desde que vivo em Lisboa nunca cá passei uma semana de férias).

Guardámos o último dia para ir a Valencia, a cerca de 140km de Benidorm. Há muitos anos que queria ir a Valencia. As estruturas desenhadas por Santiago Calatrava (arquiteto da Gare do Oriente, em Lisboa) são a imagem de marca da cidade (ou eram), mas a verdadeira surpresa foi a parte antiga. Começámos por deixar o carro num parque subterrâneo na Plaça de la Reina, junto à Catedral de Valencia. Nessa praça, no posto de turismo, deram-nos mapas turísticos, com uma sugestão de um passeio pedonal pelos principais pontos do centro histórico, que acabámos por seguir quase à letra. 

Começámos precisamente pela catedral, que começou por ser um templo romano, depois convertido a mesquita, e finalmente a templo católico. É uma mistura de estilos, comum neste tipo de obras sujeitas a sucessivas modificações ao longo dos séculos (gótico espanhol e francês, românico, barroco, neoclássico, renascimento -- não percebo nada disto, mas vinha no folheto, lol).


Subimos à torre campanária Micalet (2€), um dos símbolos de Valencia, com quase 600 anos. São 203 degraus de uma escada em caracol apertada, que nos levam a 70 metros de altura, com uma vista fantástica. Cada um dos seus 11 sinos tem um nome próprio: CatalinaMariaJaimeVicenteBárbaraPablo...


Saímos para a Plaça de la Mare de Déu, que é o epicentro do bairro mais antigo de Valencia. Para além da Puerta de los Apósteles da Catedral, dão para esta praça a Basílica de la Virgen de los Desamparados (padroeira da cidade) e o Palau de la Generalitat Valenciana (governo autónomo da Comunidade Valenciana).


Seguindo pela Carrer de Navellos, uma rua pedestre, passa-se na Plaça de San Lorenzo, onde fica o Palau de Benicarló, outrora residência dos Borgia e que é agora a sede das Cortes Valencianas (parlamento regional).

A pouco mais de 300 metros ficam as Torres dels Serrans, uma das doze portas na muralha que protegia a cidade antiga. Construídas no final do século XIV, funcionaram como prisão até há 120 anos atrás. É possível subir ao cimo (2€), mas não o fizémos. Em vez disso, tomámos um café numa esplanadinha simpática ali ao lado, para recuperar energias.


Descendo a Carrer de Serrans, encontramos a Plaça de Manises no cruzamento com a Carrer dels Cavallers, com dois palácios (Baylía Marqués de Scala). Nesta altura saímos um pouco do percurso sugerido para ver as Torres de Quart, que tal como as dels Serrans, eram portas de entrada na cidade. Estas têm o pormenor de apresentarem nas suas paredes as marcas dos disparos de canhão durante a Guerra da Independência Espanhola (contra a França em 1808).

Plaça de Manises



Ali perto fica o Mercado Central de Valencia, o maior da Europa, mas sobretudo a Llotja de la Seda, ou Mercado da Seda, um dos mais importantes monumentos da cidade, desde 1996 considerado Património da Humanidade pela UNESCO (vale a pena ver aqui os pormenores das gárgulas, cada uma melhor que a outra).

Foto daqui.
Depois de pararmos em algumas lojas de souvenirs onde o P queria comprar este mundo e o outro, continuámos até à Plaça de l'Ajuntament, uma das principais praças da cidade, onde fica a 'câmara municipal' de Valencia, e depois um pouco mais abaixo até à praça de touros e o Mercado de Colon, um mercado que foi renovado recentemente, do género do Mercado de San Miguel em Madrid (ou, noutra escala, o Mercado de Campo de Ourique, em Lisboa).

Mercado de Colon



Vagueamos mais um pouco pelas ruas, comemos um gelado (estavam 36 graus!) e voltámos ao carro, para ir ao outro ex-libris de Valencia, a Cidade das Artes e Ciências. É um complexo arquitetónico (imaginem, por exemplo, o Parque das Nações), desenhado por Santiago Calatrava, um dos mais conhecidos arquitetos espanhóis (há uns anos atrás este complexo esteve envolvido em grande polémica, porque parece que houve umas derrapagens orçamentais... upa upa).



What you see is what you get é, basicamente, o que a Cidade das Artes e Ciências oferece; espelhos de água, construções futuristas, onde a cor branca e azul dominam a paisagem. 
L'Hemisfèric, em forma de olho, é um cinema IMAX; o Museo de las Ciencias Príncipe Felipe é um dos edifícios mais originais, só ultrapassado pelo Palacio de las Artes Reina Sofía, que funciona como ópera e sala de espetáculos; L'Oceanogràfic é um oceanário, descrito como o maior da Europa. 





Quando acabámos a sessão fotográfica já eram horas de jantar, por isso fomos até à zona da praia, onde uma série de restaurantes virados para o mar proporcionavam um agradável momento de relax depois de um dia de explorações pela cidade (palavras do Lonely Planet). Foi aí que jantámos, antes de nos fazemos novamente à estrada. Próxima paragem: Lisboa. Números redondos, 1000 kms, ou seja, atravessar toda a Península Ibérica. Chegámos a Lisboa às 7 da manhã. Cedo! Ou tarde! Como em tudo, depende da perspectiva.


10 comentários:

  1. belas fotos e belo post! fiquei com muita vontade de conhecer! mesmo!

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    1. Valencia é bem giro, e não fica assim tão longe de Barcelona, por exemplo.

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  2. Realmente belas fotos. Já que são tão viajados, deviam apresentar uma proposta de programa para o canal TRAVEL da cabo ehehe

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    1. Houve tempo em que tinha a box do cabo cheia de programas gravados no travel. Hoje em dia vejo quando calha, mas o tempo para ver TV também não é muito.

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  3. Grandes malucos! Uma grande viagem de 1000 kms!

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    1. Faz-se mais ou menos bem, vamos falando, ouvindo música, uma ou outra vez xxx (conteúdo bloqueado), lol

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    2. Conduzir e xxxxx não me parece que combine muito bem... lol

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    3. É melhor ficarmos por aqui, lolol

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  4. Respostas
    1. Europa Central também não parece mal... ;)

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