dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

São Francisco 2



De manhã começámos a visita a SanFran pelo Mission Distric. O bairro foi criado por monges espanhóis durante a exploração do continente americano, ocupados em converter os índios para o catolicismo. Hoje é um bairro essencialmente hispânico, conhecido por grafittis e murais espetaculares que adornam as casas. Dali até ao Castro é um pulinho.







Este mural foi pintado apenas por mulheres


Não há turista, gay ou não, que se preze que, uma vez em São Francisco, não vá ao Castro. O cruzamento entre a Castro Street e a 18th Street é apelidado The Gayest Four Corners of the World. Por todo o lado, desde postes de iluminação a casas particulares, há bandeiras de orgulho gay penduradas. Imagino como terá sido, nos anos 70 em pleno Flower Power, com centenas de gays a mudarem-se para esta zona então degradada, e começarem a abrir bares, livrarias e todo o tipo de comércio, de forma livre e espontânea ao contrário dos bares camuflados e escondidos que eram mais ou menos comuns até essa altura. Tenho de ver novamente o Milk e o Woodstock.


Demos uma volta por ali, e comemos um brunch num cafezinho que, como todos os outros, tinha a bandeira gay na porta.

Seguimos a pé pela Market Street, até ao City Hall, e depois até ao cruzamento da Powell Street, onde ficam os mais icónicos cable cars da cidade. Ao contrário do que pensava, os eletricos de São Francisco não têm nada a ver com os de Lisboa. Cada veículo é puxado por um sistema de cabos por baixo da superfície, o que faz com que em qualquer rua que faça parte do percurso se ouve os cabos a deslizarem por baixo da estrada, junto aos carris.




Naquela zona, bastante turística, há uma série de lojas de marcas americanas conhecidas, e o P lá decidiu que queria comprar uns trapinhos. Depois de entrarmos em algumas, na American Eagle Oufitters, quem é que está à nossa frente na fila da caixa? O Dylan Vox, um dos meus actores pornográficos preferidos do tempo em que a pornografia gay era a única expressão da minha homo-bi-sexualidade. Nem queria acreditar, o gajo continua um pão, e apesar do cabelo descolorado por causa da série que andava a fazer (descobri isso depois), está ali um pedaço de mau caminho.


Depois de me recompor fomos até à Union Square, outrora um ponto de destaque na guerra civil americana, que hoje é uma zona de department stores (como o El Corte Inglés). Do último andar da Macy's (uma cadeia de lojas americana que patrocina os prides de diversas cidades) tem-se uma boa vista para a praça.


Dez minutos mais acima fica a Porta do Dragão, entrada para a Chinatown mais antiga do continente americano, e a maior comunidade asiática fora da Ásia.

Ainda que na Chinatown de Nova Iorque o tempo estivesse de furacão, achei-a mais impressionante do que a de São Francisco. De qualquer forma, nada compensa uma ida à China it self!

Atravessando o Financial Distric (com a icónica pirâmide Transamerica), chega-se ao The Embarcadero, uma marginal construída ao largo da Baía de São Francisco. A Ponte da Baía, que liga à cidade de Oakland, é por vezes confundida com a própria Golden Gate Bridge, mas é seis meses mais velha(!).



Apesar de estar um pouco de frio, fez-se bem o caminho ao pôr do sol até Fisherman's Wharf, a Doca dos Pescadores, que é hoje uma zona turística de restaurantes e museus alternativos (museu de cera, museu de recordes do Guiness e outros tourist-traps). É também o ponto mais próximo, a 2.5 km, da Ilha de Alcatraz, onde fica a conhecida prisão, que hoje é museu. A concessionária das visitas à ilha, a Alcatraz Cruises, cobra cerca de 22 euros apenas pelo transporte e exibição de um documentário do Discovery Channel sobre O Rochedo




Jantámos ali em Fisherman's Wharf, uns snacks de camarões e polvo frito, antes de voltarmos a casa do Ralph. A minha impressão do dia anterior confirmava-se, não conseguia criar empatia com ele, havia ali qualquer coisa que não estava a funcionar (hoje sei o que foi, lol). E não melhorou quando, pouco antes de irmos dormir, o Ralph veio à sala e disse "ah, esqueci-me de vos dizer, vou passar o fim de semana com o meu namorado e vocês amanhã têm de ir embora". Fuck you!


11 comentários:

  1. Estás a fazer-me ver os states de outra forma. (acho que já tinha dito isto noutro post).

    Quanto ao tipo - bem mauzinho. Se não vos podia aceitar, não tinha aceite. Não vos punha na rua do nada. Estou para ver como descalças-te essa bota!

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    1. Pois é ficamos todos em suspense! :)

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    2. Para vos dizer a verdade, foi um alívio ele ter-nos mandado embora. Para mim foi um first nisto do couchsurfing, tivémos uma empatia enorme nas mensagens que trocámos e quando o conheci foi completamente o oposto.

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  2. Mas afinal qual foi o problema do moço? Normalmente come quem lá vai dormir?

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  3. só para deixares o teu coelhinho com ciúmes, lá tinha de estar o "teu" actor :P ahah

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    1. Oh, o meu coelhito mete o actor a um canto, mas quando saí do armário para mim mesmo, tinha uma panca pelo Dylan...

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