dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Filadélfia

O último despertar em Nova Iorque foi com o cheiro de waffles. Tivémos muita sorte nas pessoas que nos acolheram em Nova Iorque. Depois das panquecas do Ben, foram as waffles do James. Acabadinhas de fazer, com mel ou manteiga, 'souberam a ginjas'.


Não dava para perder muito tempo. Às 10h saía do Bus Terminal, que ficava a uns 100 metros do loft do Henry e do James, o autocarro da Greyhound para Filadélfia, que nos custou 9€. É uma viagem de cerca de 2h, o que nos vai permitir chegar a Philly mesmo à hora de almoço.

Depois do espetacular pequeno-almoço e de selecionarmos algumas coisas que íamos deixar em casa deles e recolheríamos no regresso a Nova Iorque, lá fomos para Filadélfia. Foi uma viagem agradável pelos campos de New Jersey até à Pensilvânia, provavelmente o estado americano historicamente mais rico. Os autocarros com internet wireless e tomadas para computador eram porreiros.


Chegámos a Filadélfia ao meio-dia. Já sabia que não havia cacifos disponíveis para guardar as malas, pelo que tivémos de carregar as malas todo o dia. O que vale é que a primeira paragem era logo ali ao lado: o Reading Terminal Market, um dos melhores mercados alimentares do mundo. Mas nem era por isso que fazia questão em lá ir... mas sim pelos Amish, que vão lá vender os seus produtos. Tenho um grande fascínio pela cultura e pelo povo Amish, desde talvez os meus 12 anos, e vê-los ao vivo e de uma forma tão realista foi a concretização de um sonho.





Porém, os produtos vendidos pelos Amish não estavam cozinhados, e nós ainda não somos vegetarianos, por isso comemos o prato tradicional de Filadélfia, o Philly Cheesesteak. De certeza que as nossas vidas foram encurtadas com a quantidade de colesterol que ingerimos nesta sandwich de carne de vitela frita com queijo derretido. 

Já com a barriguinha atestada, uns 20 minutos depois, chegámos ao Parque da Independência com as nossas malas. A vantagem de ter sido a primeira capital dos Estados Unidos da América é que o centro histórico está todo muito próximo, tudo à volta do Parque da Independência. Passámos pelo Visitors Center para pedir informações e mapas.


O Independence Hall é um dos sítios mais importantes da história americana. Aqui foi feita a Declaração da Independência, redigida por Thomas Jefferson, e ratificada a Constituição Americana, com George Washington como primeiro presidente. Ao longo de uma visita guiada, uma guia explicou-nos o contexto histórico e social da época, enquanto nomeava nomes que já tínhamos ouvido aqui e ali.




Depois, já noutro edifício, fomos ver o Liberty Bell, outro dos símbolos da independência americana (e que rachou logo no primeiro toque). 

Toda a zona envolvente é muito gira, e o tempo estava óptimo, diametralmente oposto ao dia anterior em Nova Iorque.


Descansámos um bocado na Washington Square, junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido, enquanto me orientava com o mapa para perceber que autocarro teríamos de tomar para ir até outro ponto de interesse da cidade... o Pat's King of Stakes, o restaurante mais autêntico de Filadélfia. Tão autêntico que até o Obama lá foi (e o Kerry e quase todos os candidados presidenciais)! Aqui não havia grandes alternativas, e acho que foi a fast-food mais fast-food que comi na vida. Não é que fosse mau, mas o sabor enjoativo da carne frita e do queijo... uma sandwich foi suficiente para os dois, e guardámos a outra para a viagem.





Depois de uma viagem de autocarro e outra de metro (esta de metro foi uma verdadeira aventura por causa do sistema de ticketing) chegámos ao sítio de onde partia o autocarro que por 12.5€ nos levaria para Washington. Deveria sair às 18h10 mas atrasou quase uma hora. Apesar de ser de uma companhia diferente, a Megabus, também tinha wi-fi e tomadas para ligar computadores ou carregadores. A meio do caminho parámos em Baltimore uns 20 minutos e aproveitámos para comer a sandwich. Depois de passarmos o Delaware e Maryland, chegámos a DC, como lhe chamam os americanos, às 22h30. Do autocarro liguei ao Raymond, a avisar do nosso atraso. 'Don't worry darling, Douglas is gonna pick you up!'. Que sweet!

19 comentários:

  1. Fabuloso, estás me quase a convencer em ir aos EUA, para o ano ;)

    Abraço aos dois

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    1. Organizando a viagem com alguma antecedência, não fica cara, como podes ver.

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  2. ooh pah autocarros com wifi em portugal e eu era mais feliz :p

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    1. Há sim senhor LOL os a EVA que fazem Lisboa - Tavira têm LOL

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    2. No meu tempo de viagens de autocarro não havia disso, por isso fiquei surpreendido quando vi estes autocarros lowcost com essa funcionalidade. Deu para dar uma olhadela nos vossos blogs. :)

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  3. Estive também para ir a DC mas na altura ninguém quis ir, e ficámos por NYC :P

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    1. Foi uma pena, que DC é fantástico, mas é preciso tempo para ver tanta coisa.

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  4. O que eu gosto de panquecas e waffles :p

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    1. Eu não era grande fã de waffles, mas aquelasm, caseiras e feitas à minha frente, hummm...

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  5. Fazes tão bem o contexto histórico! :)

    Os E.U.A continuam a seduzir-me.


    abraço.

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    1. Faço o que posso, Mark. Não sou tão apaixonado ou conhecedor de história como tu, mas sou muito curioso em relação ao que me rodeia.

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  6. Acho que iria morrer à fome nos EUA.

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    1. Não morrerias à fome. A comida saudável é substancialmente mais cara, mas nós estávamos afim de gastar pouco e experimentar as coisas típicas.

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  7. Estou rendido aos EUA graças a estes posts.

    O início deste fez-me ir à cozinha...hummm

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    1. Lol, não te rendas assim com tanta facilidade...

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  8. Também adoro a ir aos mercados tradicionais, geralmente são espectaculares, aprende-se imensa coisa sobre a cultura gastronómica de um povo e não só...
    Abraço.

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    1. É completamente verdade. Antes de Filadélfia, a experiência mais autêntica que tinha tido foi em Budapeste. Mas ver os Amish ali mesmo à minha frente foi priceless.

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    1. É mesmo. É uma história sucinta, mas muito preenchida e significativa, em parte pela cultura que os media nos impõem, como se vê no filme Lincoln...

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