Quando saímos do mosteiro El Escorial ainda não tínhamos destino definido. A nossa preocupação é que no dia seguinte à noite teríamos de estar no Porto, por isso pensámos em vir dormir a Portugal logo nessa noite. Olhando para o mapa, e para evitar repetir sítios, decidimos ir para Bragança. É espantoso, Bragança está mais perto e tem melhores acessibilidades a Madrid que a Lisboa.
A viagem foi feita num estirão, e 4 horas depois estavamos já em Bragança, à procura da respetiva pousada da juventude, que teimava em não aparecer. Depois de um telefonema fiquei a saber onde era a pousada mas... que não havia vagas. Pensámos em ficar no Ibis de Bragança, mas acabámos por decidir por cortar mais caminho e ficar na pousada da juventude de Alijó (que é estupenda!).
Alijó é uma vila do distrito de Vila Real, ali bem na base de Trás-os-Montes, e o seu produto mais conhecido é... o Favaíto, o meu moscatel preferido (para quem pensava que o moscatel vinha todo de Setúbal, ainda têm muito que aprender). Por isso já estão a ver que no dia seguinte fomos à Adega Cooperativa de Favaios ver como é feito o seu produto mais conhecido.
Dali fomos em direção ao Pinhão, onde houve paragem para mais umas fotos junto dos azulejos da estação, uma das mais bonitas do país. Gostava de fazer o percurso do Pinhão à Régua de barco com o meu bunny, mas ainda não foi desta. Fomos à Régua, sim, mas de carro. O percurso é muito bonito porque passa ao longo do Alto Douro Vinhateiro, uma região demarcada do Vinho do Porto que é Património da Humanidade da UNESCO, e atravessam-se algumas barragens, onde tentei explicar ao P o que são eclusas e como funcionam, e como é possível que barcos naveguem desde o Porto até quase à fronteira atravessando as barragens pelo caminho. Não sei se tive muito sucesso...
Quando chegámos à Régua já era um pouco tarde para almoçar, por isso optámos por fazer um piquenique nas margem do rio, com coisas que comprámos ao patrão do Filipe. Estava um solinho tão agradável, era capaz de prolongar aquele momento indefinidamente.
Fomos tomar café a Amarante, que o meu bunny só conhecia do filme "A Outra Margem" (já aque falo nisso, este filme é muito bom!!!), numa esplanada sobre o rio (Tâmega), e onde ainda provámos uns doces típicos: São Gonçalinhos, Papos d'Anjo e... caralhinhos de S. Gonçalo (até que não são maus). De Amarante foi sempre a andar até ao Porto, onde chegámos já de noite. Estacionámos perto do Palácio de Cristal e fomos abanar o capacete para... a festa da Rádio Nova Era! Hehehe, este era o único ponto que já estava definido na nossa viagem, a gala Melhores do Ano 2011.
Saímos do Porto eram 6 da manhã. Às 9h30 fomos dormir, bêbados de sono... e de alegria.















































