Quem faz couchsurfing sabe que há sempre alguns riscos nisto de ficar em casa de desconhecidos. As pessoas não têm feitios iguais, por vezes nem sempre as mensagens que são trocadas previamente são interpretadas da mesma forma... Há até o risco de chegar ao local e bater com o nariz na porta. Por esse motivo, sempre que faço couchsurfing levo comigo uma lista de hostels alternativos, já mais ou menos analisados, para situações inesperadas. Por isso, quando o Ralph nos disse que teríamos de sair no dia seguinte, até senti algum alívio.
No dia seguinte saímos de casa logo de malas, depois de uma despedida mais ou menos fria, com o Ralph a pedir desculpa pela alteração de planos e eu a pensar Va te faire foutre! (tenho tendência a pensar impropérios em francês quando estou chateado). Logo quando acordei liguei para o San Francisco Downtown Hostel e reservei um beliche num quarto de seis pessoas (cerca de 30€ cada). O hostel pertence à cadeia HI Hostels, o que é mais ou menos um selo de qualidade. Fica perto da Union Square, um sítio bastante central. Chegámos, fizémos o check in, deixámos as malas no quarto e fomos continuar a visita à cidade.
Subindo (e descendo) a Hyde Street, ao fim de cerca de 2.5 km chega-se ao topo da Russian Hill, passando por uma série de Painted Ladies, as casas de estilo vitoriano alinhadas nas inclinadas ruas da cidade (o próprio Ralph vivia numa).
Aqui fica uma das imagens mais fotografadas de São Francisco, a Lombard Street, uma rua íngreme em forma de zigue-zague, que foi a forma que arranjaram em 1922 para vencer o desnível de 27% em pouco mais de 100 metros.
Dali descemos novamente até Fisherman's Wharf, porque queríamos almoçar no Boudin Bakery, uma espécie de instituição culinária em São Francisco. De origem francesa (percebe-se pelo nome), o Boudin Bakery autodenomina-se como o detentor desde 1850 da receita do verdadeiro Ensopado de Marisco de São Francisco, o prato típico da cidade.
Não é mau, mas já comi melhor. Prefiro a açorda de marisco da minha sogrinha, lol.
Como ainda tínhamos algumas horas, e o San Francisco Museum of Modern Art estava (e está) fechado para obras até 2016, a alternativa foi ir até ao de Young, um dos melhores museus da cidade segundo o guia Top10. Fica no Golden Gate Park, que é considerado o pulmão da cidade. O museu em si não surpreendeu, mas tem uma torre com miradouro bastante gira e que justifica a visita. Além disso o parque é enorme e muito agradável para um passeio ao pôr do sol.
À noite voltámos ao hostel. No nosso quarto estavam também dois rapazinhos, um dos quais (o mais engraçadinho) era claramente da nossa equipa e não demorou a meter conversa. Estava a tirar um PhD em Musical Studies na Universidade de Chicago, e tinha vindo a São Francisco a uma conferência. Quando lhe disse que somos portugueses, fez um ar surpreendido e disse "eu tenho um colega português, o Vasco" (não é Vasco, mas isso não interessa nada). O mundo é tão pequeno... eu conheço o Vasco, tive um date com ele. E sabia que ele estava a tirar um doutoramento em Chicago.
À noite voltámos ao hostel. No nosso quarto estavam também dois rapazinhos, um dos quais (o mais engraçadinho) era claramente da nossa equipa e não demorou a meter conversa. Estava a tirar um PhD em Musical Studies na Universidade de Chicago, e tinha vindo a São Francisco a uma conferência. Quando lhe disse que somos portugueses, fez um ar surpreendido e disse "eu tenho um colega português, o Vasco" (não é Vasco, mas isso não interessa nada). O mundo é tão pequeno... eu conheço o Vasco, tive um date com ele. E sabia que ele estava a tirar um doutoramento em Chicago.









































