Acordámos já perto da hora de almoço, e com uma fome descomunal. Por isso, vinha mesmo a calhar o sítio onde tinha ido planear almoçar: o
buffet do Bellagio, tido consensualmente como
o melhor buffet de Las Vegas nos vários fóruns e guias que consultei. O preço, surpreendentemente, não era exorbitante, 16.3€ por pessoa. Mais uma vez, sem grandes dificuldades, o GPS conduziu-nos a um dos casinos mais famosos do mundo, que inspirou e serviu de palco para o filme
Ocean's Elevan, o
Bellagio.
Las Vegas é uma cidade para carros, pelo que o sistema de transportes públicos é muito fraco. Todos os casinos têm gigantescos parques de estacionamento gratuitos, por isso rapidamente estacionei o nosso
American BunnyCar I no parque do
Bellagio, e seguimos logo para o restaurante. Sem surpresas, foi dos melhores restaurantes onde já comi. Desde o marisco até às massas, doces, saladas, queijos, tudo era óptimo. Saímos de lá quase a rebolar, lol, e não fosse o café (talvez a única coisa menos boa, mas que bebemos em doses indústriais) teríamos de voltar para o hotel para uma
siesta.
O
buffet não é, claro, a única atração do
Bellagio. Existem jardins botânicos com arbustos trabalhados espetacularmente,
uma galeria de arte com obras de
Picasso e
Monet, o
lobby tem o tecto decorado com uma escultura invertida de vidro chamada
Fiori di Como...
mas no
very top, as Fontes do
Bellagio.
Eu gosto imenso de fontes luminosas e musicais, mas nunca vi nada assim. Não tenho palavras para descrever, a cada 15 minutos um novo espetáculo naquele lago artificial em frente ao casino deixou-me verdadeiramente hipnotizado. Passámos por lá várias vezes, durante o dia e à noite, cada vez com uma nova música e coreografia.
Do
Bellagio seguimos para o
Caesars Palace, outro dos mais famosos casinos da cidade. É aqui que
Celine Dion actua mais de 70 vezes por ano, num espetáculo com uma produção monumental que já vi diversas vezes em DVD. Infelizmente, não estava a actuar na altura que estivemos na cidade (e mesmo que estivesse, os preços dos bilhetes eram proibitivos).
Todo o casino tem uma decoração inspirada na Roma Antiga, com imensas estátuas e bustos, mas o mais surpreendente é uma cópia à escala da
Fontana de Trevi. Nunca vi a original, mas esta é muito bonita. Há também uma cópia de
David, de
Michelangelo, e numa das entradas laterais do casino encontramos outra cópia de estátua conhecida, a
Vitória de Samotrácia, mas desta vez
já estivémos junto da original.
No interior, aparte da decoração de acordo com o tema de cada um dos casinos, poucas diferenças há. Quase todos os casinos têm algum tipo de atracção gratuita para atrair os visitantes, a horas definidas. É o caso das Fontes no Bellagio que falei, a Queda de Atlantis no Caesars, as Sereias no Treasure Island ou o Vulcão no Mirage. Outras atrações estão permanentemente em exposição, coisas insólitas como a maior pepita de ouro do mundo (no Golden Nugget, claro), um habitat de tigres albinos (no Mirage), um habitat de felinos (incluíndo pumas, no Grand MGM) ou os espetáculos de circo contínuos no Circus Circus.
Ainda enfartados do almoço, seguimos ao longo da
strip, a principal avenida dos casinos, entrando em quase todos para ver o tema, as decorações e o ambiente:
Mirage (um dos casinos assaltado no filme
Ocean's Eleven; tema: Polinésia Francesa);
Treasure Island (piratas das Caraíbas);
Palazzo e o
Venetian (fantástico, com canais, gôndolas e gondoleiros a cantar, uma reprodução da Praça de São Marcos e respetiva torre, Ponte do
Rialto, 8000 quartos!!!);
Encore e
Wynn;
Harrah's (carnaval),
Rio (Brasil e carnaval);
Circus Circus (dá para perceber qual é o tema);
Bally's;
Paris Vegas (por dentro, uma recriação do bairro de
Montmartre; por fora, uma cópia a 1/2 da
Torre Eiffel, Arco do Triunfo, fachada do
Louvre...),
Planet Hollywood (ficção científica e, claro
Hollywood, foi onde um filme que adorei -
21, A Última Cartada - foi filmado);
Monte Carlo (inspirado no Mónaco);
Grand MGM (safaris e vida selvagem);
Tropicana (
Miami style);
Excalibur (inspirado em
Camelot e druidas);
New York New York (outro que se percebe facilmente a inspiração);
Luxor (inspirado no Antigo Egito, é um dos meus preferidos; o foco de luz é visível a mais de 400km de distância!);
Mandalay Bay (inspirado no sudeste asiático).
Não visitámos todos os casinos no mesmo dia, mas para não repetir assuntos referi-os todos, exceto o Stratosphere de que falarei no próximo post.
Não conseguimos jantar, de tal forma ainda estávamos cheios do almoço. Só comemos um gelado e um café já ao final da tarde. Bem vistas as coisas, saiu bem económico este dia.