dois coelhos

Esta é a nossa história, dois rapazes destinados um para o outro, que se conheceram quando um tinha 20 anos e o outro 26.
Desde esse dia que a nossa vida mudou para sempre! E vocês são as nossas únicas testemunhas!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Córdoba


O Centro Histórico de Córdoba é relativamente pequeno, pelo que não é fácil imaginar que esta cidade já foi a maior do mundo. 
Córdoba foi fundada em 152 AC, e (lição de história a jeito dos meus caros Pinguim e Mark, saltar este parágrafo se história não é a vossa praia) rapidamente se tornou a capital da província de Baetica. Em 711 foi conquistada pelos mouros, tornando-se capital islâmica da Península Ibérica. Em 929 Abd ar-Rahman III nomeou-se a si próprio califa, para assegurar a independência da Al-Andaluz dos califas Abbasid de Bagdad. Foi nessa altura que Córdoba era a maior cidade do mundo, com exuberantes mesquitas, bibliotecas, observatórios e aquedutos, uma universidade e artesãos exímios em peles, metais, têxteis e azulejos. No final do século X, Al-Mansour tomou o poder e espalhou o terror nas regiões ainda cristãs da península. Quando destruiu a catedral de Santiago de Compostela, os seus sinos foram carregados por escravos cristãos para Córdoba, e pendurados de pernas para o ar, usados como enormes candeeiros de azeite na mesquita.

Como depreendem, mais uma vez a herança islâmica é presença dominante da arquitetura tradicional da cidade. Dentro do centro histórico, após passadas as muralhas, estendem-se uma série de bairros designados pelos nomes das comunidades que lá habitavam. O maior é, sem dúvida, a Judiaria, e foi precisamente por esse labirinto de ruas estreitas e pequenos largos, casas brancas com floreiras coloridas em todo o lado. Visitámos a Casa Andaluza, uma casa do século XII em estilo islâmico; e a Sinagoga, do século XIV, uma das poucas sinagogas medievais sobreviventes em Espanha.
Algumas ruas mais abaixo encontramos o ex-libris da cidade, a Mesquita. Não é fácil poupar palavras quando se fala da Mesquita de Córdoba, mas para não vos aborrecer muito digo-vos que, no século XVI, quando parte da Mesquita foi destruída para dar lugar à atual catedral, o rei Carlos I de Espanha disse ao clero "Vocês destruíram algo que era único no mundo". 
Casa Andaluza
Sinagoga






Depois de uma pausa para café e gelado, seguimos em direção à Ponte Romana e Torre de la Calahorra



Após a visita à torre e a sessão fotográfica na ponte fomos até ao Alcázar de los Reyes Cristianos (Cp, onde andas tu???), um palácio fortificado do século XIII, de onde era dirigida a 'Santa Inquisição' de 1490 até 1821.




Faltava-nos ir à Plaza de la Corredera, uma praça do género das Plazas Mayores de Salamanca, Madrid e Barcelona. Não é tão gira como as outras, e a valente chuvada que caiu enquanto íamos para lá também não foi muito excitante.


Às 18h30 saímos de Córdoba. Para garantir que íamos bem alimentados voltámos ao restaurante chinês do dia anterior, e repetimos a dose. Até Granada ainda foram 215 km. Chegámos ao Hostal Atenas quase à 1 da manhã, depois de uma série de voltas à procura de um sítio para estacionar (não foi nada fácil). Foi a noite em que dormimos menos. E não, não é pelo motivo que estão a pensar... ;)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sevilha II

No segundo dia em Sevilha começámos por ir ver a Plaza de España, uma reminiscência da Exposição IberoAmericana de 1929. O sítio é muito giro, com um pequeno canal e gôndolas, junto ao Parque Maria Luisa, onde também demos uma volta. A quantidade de pessoas a passear, apesar de ser segunda feira, era impressionante.



Já viram isto em algum lado?


Depois voltámos para o centro da cidade, que ainda não tínhamos explorado verdadeiramente. Atacámos logo uma das principais atrações, a Catedral de Sevilha e a Giralda (torre do relógio). É o terceiro maior templo cristão do mundo, o maior em estilo gótico, adaptada de uma mesquita existente no local, de 1172. Levou 300 anos a construir, e nela está enterrado (acredita-se) Cristóvão Colombo, esse famoso português (o Adam percebe-me). Para além da sumptuosidade interior, há um agradável Pátio das Laranjeiras, mais uma herança muçulmana, muito agradável.


Subimos, naturalmente, à torre (no tempo da mesquita era um minarete). Do alto dos seus mais de 100 metros têm-se uma vista estupenda sobre toda a cidade e o Rio Guadalquivir.


Ao lado da Catedral está o Real Alcázar de Sevilha, uma série de palácios onde ficam alojados os membros da família real quando visitam a cidade. O nome Alcázar vem do árabe Qsar, que significa vila fortificada. Foi começado a construir em 713, e entre outras coisas aqui casaram Carlos I de Espanha com Isabel de Portugal, pais daquele que viria a ser o primeiro rei da Dinastia Filipina, Filipe I.




Para além dos palácios, os jardins também são fantásticos e vale a pena lá ir. Sobretudo se tiverem ar de puto como eu, que ainda passei como menor de 25 anos e paguei apenas 2 € pela entrada (o preço normal é 8,5 €).


Ainda na mesma zona fica o Arquivo Geral das Índias, onde estão concentrados todos os documentos relativos às colónias e expansão espanhola. Entre os milhares de documentos está um que nos é muito querido.... o Tratado de Tordesilhas. Foram feitas duas versões deste tratado, uma em castelhano, que está na Torre do Tombo em Lisboa, e esta em português, que está lá em Sevilha:


Fomos andando até à Praça de São Francisco e Praça Nova, onde já haviamos estado no dia anterior, e depois em direcção ao rio, passando pela La Maestranza, a segunda mais importante praça de touros de Espanha.



Junto ao Guadalquivir fica a Torre del Oro, uma torre de vigia que procurava evitar possíveis invasões pelo rio.

Mais à frente, o Palácio de S. Telmo, sede do Governo Regional da Andaluzia.

E a Casa del Costurero de la Reina...

Até chegarmos, de novo, à Plaza de España, onde o nosse bunnycar aguardava pacientemente. A próxima paragem seria a cerca de 150km dali, em Córdoba.

Chegámos a Córdoba às 21:30, cheios de fome. Logo à entrada vimos um restaurante chinês gigantesco, o Wok, com menu buffet a 10,5 €. Nem pensámos duas vezes, foi mesmo ali. Comemos quase até rebentar. Ainda por cima havia uma penalização de 6 € por prato no caso de desperdício, por isso tivémos mesmo de deixar o prato limpo.


Ficámos no Hotel Selu, um pequeno (e fraco) três estrelas no centro da cidade, que ficou em 50€ por uma noite.

sábado, 12 de maio de 2012

Sevilha

Vou já escrever os posts da nossa viagem ao sul de Espanha, para despachar isto e não vos maçar mais (apesar de que falar de viagens e destinos é uma das coisas que mais gozo me dá).

O plano era sair de Lisboa cedo, mas como nos tínhamos deitado já depois da 7 da manhã, sair de Lisboa às 15h30 já foi um sucesso. O primeiro destino era Sevilha, mas em vez de seguir as indicações do GPS e ir pelo Algarve (que a Via do Infante agora é paga), resolvemos fazer um pouco de 'corta-mato' e seguir em direção a Évora - Barrancos - Sevilha.

Nunca tinha ido a Barrancos, por isso fizemos uma paragem por lá para tomar café e demos umas voltas de carro pela vila. Fiquei desiludido, não vi nada de especial e achei a terrinha aborrecida. Há muito melhor no Alentejo.

Chegámos ao Hotel Bellavista (três estrelas, 56€ por noite) por volta das 22h. Não é um mau hotel, só peca por ser um pouco afastado do centro (7 km). Tem autocarros à porta, mas não sei qual a frequência, porque tínhamos o bunnycar.


No dia seguinte optámos por não adquirir o pequeno-almoço no hotel, e comemos numa casa de tapas ao lado, que estava sempre cheia. O meu castelhano estava um pouco ferrugento, mas lá me orientei a pedir un desayuno para nosotros. Já com a barriga forrada fomos para a Isla Magica, o parque de diversões de Sevilha. Tinha comprado, pelo Groupon espanhol, duas entradas no parque (custam 25€, ficaram em 11€). Lá passámos todo o dia. A vantagem de não ser época alta e de não estar um dia de grande sol (até chuviscou por curtos períodos) é que não havia fila para as atrações, e assim esperimentámos e repetimos todas até à exaustão. Gostei muito do El Jaguar (montanha russa com 5 inversões), e o P gostou do El Desafío (queda livre de 68 metros).



Fomos ao hotel tomar um bom banho de imersão e trocar de roupa, e voltámos para o centro para jantar.
Um coelho a ler o Lonely Planet...

Era domingo à noite, não havia muita coisa aberta e o orçamento curto levou-nos ao Domino's Pizza, uma conhecida cadeia americana que por vezes vemos nos filmes.

Para desmoer passeámos um bocado pelo centro histórico, que ainda é grande e muito giro. Reconheci alguns sítios do filme Day and Knight (Dia e Noite) do Tom Cruise e da Cameron Diaz.