No dia seguinte percebemos que a situação se tinha tornado incomportável para nós. Não havia mais cházinhos de limão com mel para acalmar a garganta, a tosse, a febre... Tínhamos de ir ao hospital, sob pena de a situação se agravar ainda mais e as férias ficarem de todo estragadas.
A minha amiga Anna que nos emprestou o apartamento estava fora, e não quis que se preocupasse com o nosso estado de saúde, por isso fui à net e procurei um hospital público que não fosse muito distante. Acabámos por ir ao Hospital Universitário Benjamin Franklin, que fica no antigo sector americano da Berlim Ocidental. Segundo percebi, o nome do hospital foi um agradecimento dos cidadãos de Berlim à ajuda dada pelos americanos no pós 2ª Guerra Mundial e Guerra Fria.
No hospital lembrei-me que o P não tinha cartão europeu de saúde, e claro que isso deu problemas. Quando voltar aos meus posts sobre dicas de viagens, tenho de vos falar da importância do cartão. Agora, long story made short, o P pagou uns 120€, eu paguei 10€ porque tinha o dito cartão, fomos vistos por uma otorrinolaringologista que nos medicou, e agora já em Portugal o P já tratou do cartão e enviou uma cópia para o hospital e devolveram-lhe o dinheiro pago.
Com esta história toda passou-se a manhã. Viemos para o centro da cidade, para a Kürfurstendamm, uma espécie de Avenida da Liberdade de Berlim, onde os edifícios mais antigos e os do século XXI co-existem de uma forma nem sempre harmoniosa.
Um exemplo disso é a Gedächtniskirche, uma igreja do início do século XX que foi atingida por bombardeamentos durante a 2ª Guerra Mundial, e que posteriormente não foi reconstruída. Este era o aspecto antes da guerra:
Aqui, já após os bombardeamentos:
Aqui como estava há dois anos atrás. As estruturas poliédricas constituem um auditório e uma nova capela/memorial.
E aqui como está atualmente, devido a obras de consevação que estão a fazer à estrutura da igreja:
Esta escultura é igualmente um dos ícones da cidade, que representa a reunificação alemã:
Depois de umas três horas de passeio por ali voltámos para a Alexanderplatz, para irmos ao cimo do Fernsehturm, a torre de TV, onde, como o Pinguim disse no post anterior, se tem uma vista maravilhosa. Porém, a espera de duas horas para entrar na torre fez com que, para além de mais uma discussão, quando subimos já era de noite e não conseguimos identificar grandes pontos de referência lá de cima.
Para nos redimirmos jantámos mais uma dose de currywurst delicioso,
e andámos a ver algumas lojas antes de voltarmos para casa. Numa delas encontrei algo que já procurava há muito tempo...





































