No segundo dia ficámos no hotel para nos encontrarmos com o guia da agência de viagens, para ele nos mostrar as excursões opcionais. Fiquei muito desiludido com ele, eu próprio sabia mais coisas das excursões do que ele. Fiz-lhe algumas perguntas e deu para perceber que era um pacote rígido e sem qualquer margem de personalização possível. Visita a Tunis, visita a Cartago, Tour ao sul da Tunísia de 2 dias... acabámos por ir ao centro de Hammamet nesse dia, e lá comprei um programa idêntico, ao mesmo preço mas com algumas características que me agradavam: grupos pequenos, no máximo de 7 pessoas, com percurso que podia ser personalizado se todos estivessem de acordo.
Hammamet não é muito grande, faz lembrar de certa forma o Algarve, tirando todos os tunisinos que tentam vender até a alma da avó! Havia bastante policiamento e múltiplos controlos ao longo da estrada.
No hotel havia uma equipa de animadores divertida, e à noite terminávamos sempre em danças de grupo improvisadas entre turistas alemães e holandeses, que culminavam com uma espécie de 'apita o combóio' de levar às lágrimas de tanto rir.
No dia seguinte voltámos ao centro de Hammamet para a nossa primeira verdadeira experiência tunisina! Apanhámos um
louage, que basicamente são táxis de 9 lugares que partem quando estão cheios de passageiros para o mesmo destino, no nosso caso para Tunis. Claro que éramos os únicos não-tunisinos no carro, e a viagem de 1hora entre pessoal com aspecto sujo e de odores intensos não foi propriamente do agrado do meu
bunny.
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| A praça de louages de Tunis |
Ficámos algumas horas em Tunis, onde vimos os pontos principais e fizemos algumas compras no
souk (mercado na parte velha - medina - das cidades árabes). E como não podia deixar de ser... fomos enrolados! Tinha lido imenso sobre o
souk de Tunis, para não dar abébias aos simpáticos locais que se oferecem para visitas guiadas, mas... depois de ter feito o percurso sugerido no
LonelyPlanet pelo mercado eis que estou olhar para o mapa a tentar localizar-me e aproxima-se um simpático local a oferecer ajuda. Inicialmente recusei, mas ele insistiu e acabei por lhe explicar, no meu enferrujado francês, para onde queríamos ir. Prontamente ele ofereceu-se para nos levar lá, e pelo meio ainda nos mostraria algo a que poucas pessoas têm acesso. E depois de algumas voltas no meio da multidão entrámos numa loja de tapetes e começámos a subir escadas até ao terraço. Quando dou por mim, estávamos num dos pontos mais altos da cidade velha, mesmo ao lado da
Mesquita Al-Zaytuna (ou azeitona, como lhe chamávamos). Muito solícito, explicou-nos vários pormenores da cidade e da sua construção, e da importância das mesquitas no Islão. E ainda nos tirou fotos!


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| O nosso 'guia local' |
Enquanto descíamos ele foi-nos explicando alguns pormenores sobre a indústria dos perfumes, da qual até já tinha ouvido falar. Em dois passos levou-nos até à loja da sua família e começou a mostrar-nos perfumes. A pouco e pouco já tínhamos tantos perfumes diferentes nos braços que já nem os distinguia. Daí começámos a discutir preços e depois de regatear até à exaustão acabámos por comprar um perfume que o P. adorou. Até foi um episódio divertido. E deixou-nos precisamente no sítio que lhe pedi, o
hamman El-Kachachine. Bem, o
hamman não era exactamente o que eu esperava, e acabámos por não entrar (ou melhor, entrámos e saímos logo). Preferimos ir a
Sidi Bou Said, uma cidade toda de branco e azul a cerca de 30 minutos de Tunis, onde vimos um pôr do sol espetacular!
O regresso foi novamente de
louage, e não diferiu muito da viagem de ida. Chegámos ao hotel ainda a tempo do jantar e claro, mais uma noite de bailarico.